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Meio Ambiente

Estudo estima desmatamento de 1,4 milhão de hectares sem Moratória da Soja

Levantamento aponta que a ausência da Moratória da Soja em determinadas áreas pode estar relacionada ao desmatamento de 1,4 milhão de hectares.

Por Davy Albuquerque

Um novo estudo estima que 1,4 milhão de hectares de vegetação foram desmatados em áreas que não estão cobertas pelo mecanismo de controle da Moratória da Soja. O levantamento aponta que o desmatamento ocorreu em regiões que ficam fora do alcance direto do acordo de preservação.

A Moratória da Soja é um compromisso que visa impedir a comercialização de soja oriunda de áreas desmatadas em biomas como a Amazônia. No entanto, o levantamento detalha como a extensão do desmatamento permanece significativa em áreas não monitoradas pelo pacto.

O estudo busca compreender a dinâmica da expansão agrícola e os impactos ambientais gerados fora das zonas de proteção direta. Segundo o levantamento, o volume de hectares perdidos evidencia lacunas no controle atual do setor.

O mecanismo de Moratória funciona como uma barreira comercial para evitar que o mercado de grãos incentive a derrubada de florestas. Contudo, a existência de áreas desmatadas fora desse escopo traz desafios para o monitoramento ambiental.

Os dados reforçam a necessidade de ampliar as estratégias de fiscalização para abranger novas fronteiras agrícolas. Especialistas apontam que o desmatamento em zonas sem o cerco da moratória pode impactar o equilíbrio ecológico de forma similar.

O levantamento de dados serve como base para futuras discussões sobre a expansão de acordos de sustentabilidade. A análise detalha como a atividade produtiva se desloca para regiões com menor rigor de controle comercial.

A pesquisa também destaca a importância de integrar diferentes sistemas de monitoramento para garantir a eficácia das políticas de preservação. O objetivo é reduzir a porosidade das regras vigentes no setor de commodities.

Até o momento, o estudo serve de alerta para pesquisadores e órgãos que monitoram a transição de uso do solo no Brasil. O foco recai sobre a identificação das áreas de risco que ainda não estão sob o regime da moratória.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.