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Automobilismo

Como avaliar bateria, garantia e recarga ao comprar carro elétrico ou híbrido usado

Especialistas alertam para a necessidade de analisar saúde da bateria, infraestrutura de recarga e custos de seguro antes da compra.

Por Redação Diário Local

A compra de carros elétricos e híbridos usados exige cuidados específicos que diferem dos veículos a combustão, segundo especialistas. Os principais pontos de atenção incluem a saúde da bateria, o histórico de revisões, as regras de garantia e a infraestrutura necessária para a recarga doméstica.

Embora modelos totalmente elétricos (BEVs) e híbridos (PHEVs e HEVs) ainda representem uma pequena fatia do mercado de usados — 0,4% e 1,3%, respectivamente —, a presença desses veículos tem crescido. O interesse tem sido impulsionado pela busca por tecnologia, silêncio e economia.

A tendência de crescimento nos seminovos reflete o sucesso de vendas desses modelos no mercado de zero-quilômetros. Milene Sipas, head de vendas do Grupo Germânica, observa uma evolução clara na aceitação dos eletrificados, com consumidores mais familiarizados com termos como autonomia e pontos de recarga.

De acordo com a executiva, o consumidor muitas vezes entra nas lojas procurando um modelo a combustão e, ao comparar preços próximos, passa a avaliar os prós e contras das tecnologias híbrida ou elétrica para sua rotina.

O que avaliar na parte mecânica e garantia?

Diferente dos carros tradicionais, onde o foco principal de uma avaliação está no motor e no câmbio, no veículo elétrico a prioridade é a bateria. É necessário investigar sua saúde, vida útil e o modo como o proprietário anterior realizava o carregamento.

A consultora automotiva Val Mendes destaca que o consumidor deve conferir se a garantia do carro e a das baterias ainda estão ativas. Ela alerta que essas garantias costumam ser distintas e possuem regras próprias.

Em geral, a garantia do veículo apresenta duração menor e pode ter limite de quilometragem. Já a cobertura das baterias costuma ser mais extensa e, tradicionalmente, sem limite de rodagem, embora algumas marcas já comecem a estipular limites para o componente.

Para garantir a validade desses direitos, o histórico de manutenções deve seguir rigorosamente as orientações do fabricante. Outro ponto de atenção é o uso anterior do carro: as garantias para uso comercial podem ser diferentes das aplicadas ao uso particular.

Como se preparar para o uso diário?

A infraestrutura residencial é outro fator determinante antes da aquisição. A consultora Val Mendes recomenda avaliar se a instalação elétrica da residência atende às normativas necessárias para a instalação de um carregador.

Além da estrutura física, o comprador deve considerar a rotina de carregamento e a disponibilidade de pontos públicos de recarga. Esses elementos são cruciais para entender se o modelo escolhido é viável para o dia a dia do usuário.

O custo do seguro também deve entrar no planejamento financeiro. A recomendação técnica é realizar cotações antecipadas, já que o valor para modelos elétricos e híbridos pode ser superior ao dos veículos movidos a combustão.

A especialista também aponta que, além da bateria, o desgaste de pneus e a suspensão são pontos de inspeção importantes em modelos elétricos devido às características do veículo.

Como estratégia para evitar surpresas, a orientação é realizar uma pesquisa profunda sobre os modelos desejados. Milene Sipas reforça a importância de buscar opiniões de pessoas que já possuem o mesmo carro para entender o comportamento da tecnologia na prática.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.