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Automobilismo

FIA rebate críticas de chefe da Alpine sobre independência de juízes em caso de Pierre Gasly

Entidade defende imparcialidade de painel após Flavio Briatore questionar relação de integrante com a McLaren.

Por Redação Diário Local

A Federação Internacional do Automobilismo (FIA) rebateu, neste sábado (05), as acusações de Flavio Briatore sobre a independência de juízes no caso que resultou na perda do pódio de Pierre Gasly no GP de Mônaco. A entidade defendeu a condução do processo e afirmou que nenhuma das partes apresentou objeções à composição do painel durante a audiência.

Briatore, que atua como chefe da equipe Alpine, expressou insatisfação durante coletiva de imprensa na sexta-feira (04), durante o GP da Itália. O empresário questionou a imparcialidade de um dos quatro juízes que avaliaram o caso, alegando que o profissional possui uma relação com a McLaren — equipe que participou do pedido de revisão das sanções aplicadas ao piloto francês.

Em comunicado, a FIA esclareceu que a participação dos juízes seguiu os procedimentos aplicáveis e as práticas habituais, baseadas em diretrizes de conformidade sobre conflitos de interesse. A entidade informou que os juízes são eleitos pelas Assembleias Gerais da FIA e passam por declarações anuais de interesses.

O que diz a FIA sobre o julgamento?

A entidade reforçou que, tanto no início quanto no fim da audiência, as partes foram convidadas a levantar questões sobre a composição do Tribunal, mas não o fizeram. A FIA afirmou ainda que o painel busca diversidade de origens para fortalecer a imparcialidade do processo.

O Tribunal da FIA declarou estar confiante na integridade dos juízes e na solidez do processo, reiterando o compromisso com a independência de seus integrantes, mesmo diante de interpretações divergentes sobre o mérito jurídico das decisões.

Entenda o caso Pierre Gasly

A controvérsia teve origem no GP de Mônaco, realizado em 7 de junho. Na ocasião, Pierre Gasly foi punido por exceder os limites de velocidade nos boxes. O piloto chegou à linha de chegada em terceiro lugar, mas a penalidade de dez segundos o fez cair para a sétima posição.

A Alpine havia obtido uma anulação inicial das punições, mas a FIA voltou atrás na sexta-feira (04), após audiência realizada pela Corte Internacional de Apelação (ICA). Com a decisão, o pódio de Gasly foi revertido para Isack Hadjar, da equipe austríaca.

Briatore afirmou que aceita o resultado da audiência ocorrida em 25 de agosto, mas criticou a composição do painel. Segundo ele, um dos juízes apresentou comportamento que sugeria falta de neutralidade devido ao seu histórico de relacionamento com a McLaren.

O chefe da McLaren, Andrea Stella, rebateu as críticas chamando as falas de Briatore de ofensivas à reputação da equipe. Stella defendeu que o processo no Tribunal Internacional de Apelação seguiu os mais altos padrões e que as alegações devem ser assumidas pelo autor.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.