Martín minimiza liderança da MotoGP e aposta em força na reta final: "É meu forte"
Piloto espanhol da Aprilia reconhece que ainda se adapta à moto, mas histórico de bom desempenho no fim da temporada o deixa otimista para lutar pelo título.
Por Diário Local
Jorge Martín minimizou a própria liderança do Mundial de Pilotos após o GP dos Países Baixos e afirmou que o objetivo era apenas chegar próximo da ponta antes da pausa de verão. O espanhol ainda está em processo de adaptação à Aprilia, sem se considerar em plena forma física, mas acredita que a segunda metade da temporada pode ser decisiva na disputa pelo título.
Martín assumiu a liderança do campeonato ao terminar a corrida de Assen em terceira colocação, beneficiado pelo abandono de Marco Bezzecchi na segunda volta. Mesmo assim, o campeão de 2024 garantiu que a posição na classificação ainda tem pouca importância neste estágio da competição.
"Realmente não me importa estar em primeiro, segundo ou terceiro. Neste ponto do campeonato, isso realmente não é importante", afirmou após a prova. "Claro que é melhor ser primeiro do que quinto, mas a questão é que não estou 100% fisicamente. Sofri bastante com as costas em Assen. Também não estou 100% com a moto", completou.
O piloto explicou que a prioridade imediata segue sendo recuperar a melhor condição física e compreender totalmente o potencial da RS-GP. "Agora é baixar a cabeça e tentar encontrar essa condição física e essas sensações com a Aprilia. Não sei onde está o limite", disse Martín.
"Vamos continuar trabalhando para alcançar esse máximo e estar preparados para as próximas corridas da temporada", acrescentou o dono da moto #89. O espanhol reconheceu que ainda busca a melhor configuração da moto italiana e continua aprendendo a máquina no dia a dia.
Apesar dos desafios atuais, Martín celebrou o fato de chegar ao meio da temporada na disputa direta pela liderança. Ele lembrou que, historicamente, costuma crescer na reta final do campeonato — um padrão que pretende manter em 2026.
"Era importante chegar perto da liderança antes da pausa de verão. Isso era o mais importante, porque sei que as segundas metades da temporada normalmente são muito boas para mim", declarou. "Ainda sinto que estou em um processo com a Aprilia para tentar conhecer a moto", completou o piloto.
Martín ressaltou que a liderança atual não significa muito em um campeonato ainda com muitas corridas pela frente. "Foi bom assumir a liderança, mas ainda há um longo caminho pela frente. Temos de pensar corrida a corrida", afirmou.
"Se surgir a oportunidade no fim da temporada, vou lutar por ela. Espero que, embora eu realmente não confie nas estatísticas, elas joguem a favor", completou o espanhol com tom otimista, mas realista sobre o que está por vir.
Questionado sobre os principais adversários na disputa pelo título, Martín evitou apontar um favorito específico. "Há muitos rivais. Estamos na MotoGP. Existem seis ou sete pilotos que podem lutar pelo campeonato", avaliou.
"Vou tentar me concentrar em mim mesmo e buscar evolução a cada corrida. Se conseguir fazer isso, espero ter a oportunidade de lutar pelo título no fim", disse o piloto espanhol. Segundo ele, qualquer um dos principais concorrentes pode levar a disputa até o final.
"Pode ser Ai Ogura, pode ser Marc Márquez, pode ser Bezzecchi. Seja quem for, vou lutar até o fim", concluiu Martín. O piloto reforçou a determinação em manter o foco nas próximas etapas sem se intimidar com o campo competitivo.
A MotoGP volta a acelerar entre os dias 10 e 12 de julho, com o GP da Alemanha em Sachsenring, para a 11ª etapa da temporada 2026. O intervalo servirá para Martín continuar sua recuperação física e evolução técnica com a Aprilia antes da retomada das atividades.
A segunda metade da temporada é considerada crítica por Martín para definir o campeonato. Com a pausa de verão à vista, o piloto apostará em seu histórico de bom desempenho na reta final para tentar consolidar e ampliar a liderança que conquistou em Assen.
