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Pilotos da MotoGP se dividem sobre realização do GP do Catar por preocupações de segurança

Reunião entre organização e competidores em Phillip Island revela resistência de parte dos pilotos quanto à prova prevista para novembro.

Por Redação Diário Local

A maioria dos pilotos da MotoGP manifestou preocupação com a realização do GP do Catar, previsto para ocorrer entre os dias 6 e 9 de novembro. Durante reunião com a organização da categoria nesta quinta-feira (22), em Phillip Island, 17 competidores defenderam que a segurança deve ser tratada como prioridade, enquanto apenas cinco concordaram com a manutenção da prova.

A corrida em Lusail havia sido originalmente programada para o início do ano, mas precisou ser adiada devido aos conflitos no Oriente Médio. Apesar da incerteza, as equipes foram comunicadas pela Associação Internacional das Equipes de Corrida (IRTA) de que a disputa segue confirmada no calendário oficial.

O grupo MotoGP Sports Entertainment optou por realizar a conversa diretamente com os pilotos, em vez de utilizar as equipes como intermediárias. Embora a postura dos competidores diante da imprensa tenha sido menos incisiva do que o debate interno, o descontentamento com o cenário regional é evidente.

O que dizem os pilotos?

O piloto Álex Márquez foi um dos que criticou abertamente a situação. Ele afirmou que o cenário é complexo e muda constantemente, sugerindo que a organização precisa ser realista nos próximos dias. O competidor alertou que, embora haja interesses financeiros envolvidos, é necessário ter cautela com o grande número de pessoas que se deslocarão para a região.

Jorge Martín demonstrou uma postura diferente, afirmando não estar preocupado caso a organização garanta a segurança do evento. Segundo ele, se houver tranquilidade de que o ambiente é seguro, ele confia no procedimento. Martín ressaltou que o mundo passa por momentos de instabilidade, mas que isso pode ocorrer em qualquer lugar.

Já Marc Márquez preferiu não dar uma opinião direta sobre o Catar no momento. O piloto limitou-se a refletir sobre a preservação da vida, afirmando que aprendeu com lesões passadas que o corpo e a integridade física são prioridades acima das competições.

Orientações de segurança e viagens

O clima de tensão é acompanhado por recomendações de governos estrangeiros. O Itamaraty, por meio do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, orienta que viagens não essenciais ao Catar devem ser evitadas. A Austrália também pediu "alta cautela" aos seus viajantes, enquanto Portugal sugeriu cuidados ao se deslocar para a monarquia absolutista.

O cenário de instabilidade no Golfo também gerou movimentações diplomáticas nos Estados Unidos. O Departamento de Estado norte-americano orientou que o pessoal não essencial de sua embaixada e seus familiares deixassem a Arábia Saudita, em meio à escalada de tensões envolvendo o grupo rebelde Houthis, do Iêmen.

A próxima etapa da MotoGP está confirmada para o período de 23 a neste domingo (25), em Phillip Island, com a realização do GP da Austrália. A competição faz parte da 18ª etapa da temporada de 2026.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.