Scott Dixon assina com a McLaren para disputar a temporada 2027 da Indy
O piloto neozelandês deixa a equipe Ganassi após 24 anos para reforçar o projeto da McLaren na IndyCar
Por Diário Local
O piloto Scott Dixon assinou um contrato multianual com a McLaren para integrar a equipe na temporada 2027 da IndyCar. O acordo foi formalizado após o GP de Mid-Ohio e encerra uma jornada de 24 anos do neozelandês junto à equipe Ganassi.
A contratação tem como objetivo principal reforçar o time para a busca pelo título das 500 Milhas de Indianápolis. Com a chegada de Dixon, a escuderia chefiada por Tony Kanaan passa a ter Pato O'Ward como o único outro piloto confirmado para o período, uma vez que a vaga para o terceiro carro ainda não foi preenchida.
A McLaren busca aproveitar a experiência técnica de Dixon, reconhecido pelo papel fundamental no desenvolvimento de acertos das máquinas. Esse conhecimento técnico é visto como peça-chave para o sucesso da equipe, seguindo o modelo de domínio que o piloto desempenhou durante anos em sua equipe anterior.
Contexto da transição
A decisão de Dixon de buscar novos ares ocorre em um momento de desgaste na relação com a Ganassi. O veterano passou a se sentir menos valorizado dentro da estrutura da equipe, especialmente diante do esforço financeiro concentrado na manutenção de Álex Palou.
O cenário de instabilidade interna foi agravado por disputas jurídicas que envolveram a tentativa de Palou de deixar a Ganassi rumo à McLaren. O caso gerou custos de mais de US$ 28 milhões (cerca de R$ 145 milhões) e, embora a disputa tenha terminado com a permanência de Palou na Ganassi, o clima de desgaste afetou o ambiente.
Diante da ausência de uma proposta salarial compatível com sua trajetória e relevância histórica, Dixon tornou-se agente livre no mercado. A movimentação permitiu que ele ouvisse novas propostas, culminando na oferta agressiva apresentada pela McLaren.
A proposta da equipe "papaia" contempla não apenas o fator financeiro, mas também a possibilidade de um papel ampliado no projeto. Além da IndyCar, Dixon poderá atuar em frentes fora da categoria, como o programa de hipercarros da equipe no Mundial de Endurance (WEC).
A mudança também representa um movimento estratégico de Zak Brown, CEO da McLaren, que mantém uma rivalidade histórica com Chip Ganassi. A chegada do neozelandês fortalece o projeto técnico da McLaren e, ao mesmo tempo, enfraquece a atual principal força da IndyCar.
