Empresário é preso suspeito de premeditar sequestro e manter ex-companheira acorrentada em Goiás
Suspeito teria alugado casa e trocado de carro para preparar cativeiro antes de sequestrar mulher na última segunda-feira (17)
Por Redação Diário Local
Um empresário foi preso suspeito de premeditar o sequestro e o cárcere privado da ex-companheira, de 24 anos, em Águas Lindas, Goiás. Segundo a Polícia Civil, o homem teria alugado uma casa e trocado de veículo recentemente com o objetivo de preparar o cativeiro e dificultar a localização da vítima.
A mulher foi sequestrada na última segunda-feira (17) e permaneceu cinco dias presa. Ela foi resgatada na sexta-feira (21) pelas equipes da Polícia Militar. No imóvel, os policiais encontraram a vítima acorrentada, utilizando cordas e sedativos; ela também usava uma máscara no rosto para evitar que vizinhos ouvissem seus gritos.
Como funcionou o crime?
As investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Águas Lindas indicam que o suspeito agiu de forma meticulosa. Além de trocar de carro e alugar o imóvel, ele teria instalado tapumes na parte interna da casa para impedir uma possível fuga da mulher.
De acordo com a delegada-chefe da Deam, Tamires Teixeira, a vítima tentou negociar com o agressor durante o período de cárcere como uma estratégia para tentar sobreviver. A polícia identificou o veículo utilizado pelo suspeito por meio da placa, o que permitiu a abordagem e a captura do homem em via pública.
Durante a audiência de custódia, o homem afirmou possuir registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC), mas negou o uso de armas para o crime. A Justiça de Goiás manteve a prisão do suspeito no último sábado (22).
Histórico de violência
O casal mantinha um relacionamento de mais de seis anos, marcado por idas e vindas. A vítima já havia registrado uma ocorrência por ameaça em 2020, mas o processo foi arquivado após ela se retratar da representação. Em março deste ano, a mulher buscou a delegacia novamente para pedir medidas protetivas.
Na ocasião, ela relatou episódios como o corte de cabos de câmeras de segurança e explosões de bombinhas em frente à sua residência. Em um dos relatos, a mulher suspeitou que substâncias tivessem sido colocadas na água do chuveiro, mas o inquérito da época não encontrou elementos para vincular as condutas ao investigado.
A Justiça concedeu novas medidas protetivas para a vítima nesta segunda-feira (24). A Polícia Civil segue investigando se os episódios anteriores também possuem relação com o sequestro recente.
