Polícia identifica advogado que atropelou motociclista duas vezes e fugiu em São Paulo
O motorista é investigado por tentativa de homicídio após atingir vítima de 66 anos na zona sul da capital paulista
Por Davy Albuquerque
A Polícia Civil identificou o advogado Jeferson Nascimento Barros, de 35 anos, como o motorista que atropelou duas vezes um motociclista de 66 anos e fugiu em alta velocidade na madrugada deste sábado (18). O caso ocorreu na Estrada de Itapecerica, no bairro Jardim Amália, zona sul de São Paulo.
O investigado é alvo de uma investigação por tentativa de homicídio. Até o momento, o advogado não foi localizado pelas autoridades para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido.
A vítima, um homem de 66 anos, foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada para atendimento hospitalar. Segundo informações apuradas, o estado de saúde do motociclista não é considerado grave.
De acordo com o Boletim de Ocorrência (B.O.), o acidente aconteceu quando o condutor realizou uma conversão proibida para acessar a pista de forma abrupta. O motorista não teria utilizado qualquer sinalização sonora ou luminosa para realizar a manobra.
Imagens registradas no local mostram que, após o impacto inicial, o motociclista ficou imóvel no chão. Testemunhas que presenciaram o acidente chegaram a organizar a interdição da via e acionar o socorro médico.
O registro policial detalha que pessoas que estavam no local tentaram impedir que o motorista retirasse o veículo da via. No entanto, o condutor conseguiu ligar o carro e engatar a marcha à ré.
Nessa manobra, o veículo atingiu novamente a motocicleta e a vítima, que já estava caída sobre o asfalto. O carro chegou a ficar posicionado sobre o corpo do motociclista por alguns instantes antes de seguir viagem.
Após o segundo atropelamento, o motorista fugiu do local em alta velocidade. O grupo que ocupava o carro particular retornava de um estabelecimento na região do Campo Limpo, também na zona sul da capital.
Em depoimento prestado ao 47º Distrito Policial (DP), no Capão Redondo, um dos acompanhantes do investigado confirmou que o advogado era quem dirigia o automóvel no momento do acidente.
Testemunhas que presenciaram o ocorrido afirmaram que os ocupantes do carro estavam sob o efeito de bebidas alcoólicas. Contudo, o acompanhante do suspeito não confirmou ou negou o consumo de álcool antes da colisão.
A Polícia Civil mantém as investigações para apurar as circunstâncias e a motivação da conduta do motorista. O caso segue sendo tratado pela autoridade policial como tentativa de homicídio devido à dinâmica do atropelamento e à fuga.
A investigação busca determinar se houve dolo na condução do veículo e se a manobra de marcha à ré, que atingiu a vítima novamente, faz parte da tipificação do crime investigado.
Até o fechamento deste texto, o espaço permanece aberto para manifestação da defesa do advogado ou de seu escritório de advocacia.
O caso segue sob acompanhamento das autoridades de segurança pública de São Paulo para a localização do investigado.
