Polícia Civil acredita que cozinheira foi morta no dia do desaparecimento em Ubatuba
Corpo de Berenice Ramos de Aguiar foi encontrado em Angra dos Reis; polícia investiga participação de outros envolvidos
Por Davy Albuquerque
A Polícia Civil acredita que a cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, foi morta no dia 30 de junho, data em que desapareceu em Ubatuba (SP). A suspeita é que o crime tenha ocorrido no mesmo dia em que a vítima foi vista pela última vez.
O corpo foi localizado nesta sexta-feira (17) em uma área de mata em Angra dos Reis (RJ). Segundo o delegado Tadeu Ricardo de Castro, responsável pelas investigações, o estado de decomposição do corpo é compatível com o tempo em que Berenice estava desaparecida.
De acordo com a Polícia Civil, o corpo apresentava entre 15 e 20 dias de decomposição. O delegado afirmou que o estado encontrado "bate aproximadamente" com o período do desaparecimento da vítima, reforçando a linha de investigação sobre a data do óbito.
O que vai determinar a perícia?
A investigação aguarda agora o resultado do exame necroscópico para esclarecer as circunstâncias da morte. O laudo oficial deve indicar a causa do óbito e se Berenice já estava morta quando foi levada para a mata ou se faleceu no local.
O reconhecimento inicial da vítima foi realizado pelo filho de Berenice, que identificou a mãe por meio de uma tatuagem. Os exames periciais para a identificação oficial do corpo tiveram início na tarde deste sábado (18).
Investigação sobre outros envolvidos
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que a empresária Eliane Alves dos Santos não tenha agido sozinha na ocultação do corpo. O delegado acredita que pelo menos uma outra pessoa tenha ajudado a retirar a vítima de dentro de um veículo.
A investigação entrou em uma nova fase de inteligência para identificar outros possíveis participantes do crime. Eliane Alves dos Santos está presa temporariamente por suspeita de homicídio e é a principal suspeita do caso.
O corpo foi encontrado após quatro dias de buscas concentradas em uma área mapeada pela polícia. O trajeto percorrido pela caminhonete de Eliane serviu de base para definir o local onde as buscas foram realizadas.
O caso envolve contradições no depoimento da empresária e vestígios de sangue humano encontrados em sua caminhonete. A defesa de Eliane nega a participação dela no crime e busca a revogação da prisão temporária.
