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Aviação

Aeroporto de Brasília ocupa o segundo lugar em colisões com aves no país

Terminal registrou 52 colisões com animais no primeiro semestre de 2026, segundo relatório do Cenipa.

Por Redação Diário Local

O Aeroporto Internacional de Brasília ocupou a segunda posição entre os aeroportos brasileiros com o maior número de colisões com aves no primeiro semestre de 2026. De acordo com relatório preliminar do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira (FAB), o terminal registrou 52 colisões com animais no período.

No mesmo intervalo, o aeroporto realizou 25.639 decolagens. Das ocorrências registradas, seis causaram danos às aeronaves. O registro mais recente de colisão no terminal ocorreu no dia 29 de julho, durante a decolagem de um avião da Latam.

Medidas de prevenção e controle

Para evitar novos incidentes, a Inframerica, concessionária responsável pelo aeroporto, realizou 893 ações de afugentamento de animais nos primeiros seis meses do ano. O trabalho incluiu 3.364 minutos de monitoramento utilizando métodos como veículos, sirenes, buzinas e o auxílio de cães treinados para afastar as aves da área operacional.

O Programa de Gerenciamento de Risco da Fauna (PGRF) da concessionária envolve o estudo da fauna local, controle de resíduos e o manejo da vegetação. Desde 2021, a equipe conta com o apoio de dois cães da raça Border Collie, Zeca e Vida, que atuam acompanhados por profissionais especializados.

Segundo a concessionária, o uso dos animais tem apresentado resultados mais eficazes do que os métodos tradicionais. A Inframerica também mantém trabalho conjunto com o Zoológico de Brasília para monitorar as espécies e reduzir a presença de aves nas imediações do aeroporto.

Áreas de risco e legislação

O relatório do Cenipa identifica três áreas que podem atrair aves e aumentar o risco de colisões: o Zoológico de Brasília, a Unidade de Recebimento de Entulho (URE) e a Central de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF). Esses locais estão dentro da Área de Segurança Aeroportuária (ASA), que abrange um raio de 20 quilômetros a partir do centro da maior pista.

O Zoológico de Brasília é destacado pela capacidade de atrair espécies que oferecem riscos à aviação e é o ponto de interesse mais próximo do terminal. A legislação vigente (Lei nº 12.725/2012) estabelece regras que proíbem ou condicionam atividades que atraiam animais nessas áreas, mas o Cenipa aponta que a lei ainda depende de regulamentação para definir a fiscalização e a apuração de infrações.

A minuta para regulamentar a norma aguardava assinatura do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). A concessionária ressaltou que suas ações educativas e de conscientização só podem ser realizadas fora dos limites do aeroporto, cabendo às autoridades públicas as intervenções nos locais identificados como focos de atração.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.