Corpo de Bombeiros alerta para sinais de cabeça d'água em rios e cachoeiras
Mudança na cor da água e aumento do nível do rio são alertas importantes para evitar acidentes durante o período chuvoso.
Por Redação Diário Local
A mudança na coloração da água, o aumento do nível do rio e a presença de galhos e folhas sendo arrastados pela correnteza são sinais de alerta para quem frequenta cachoeiras. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) reforçou que, ao notar essas alterações, os banhistas devem abandonar o local imediatamente e buscar abrigo em pontos altos.
As orientações de segurança foram intensificadas após a morte de Joana Dark Rodrigues, de 59 anos, que foi arrastada por uma cabeça d'água na cachoeira do Monjolo, no Recanto das Emas. O acidente ocorreu na tarde de domingo (1).
Segundo o tenente Iranildo, do CBMDF, o risco de ser pego de surpresa por uma correnteza é muito grande durante a temporada de chuvas. O militar ressaltou que a força da água pode surpreender os banhistas e dificultar a saída do local.
O tenente explicou que, ao perceber que o tempo fechou, o nível da água começou a subir ou a água ficou mais barrenta, a recomendação é sair da área de risco de imediato. A presença de detritos sendo levados pela correnteza também é um indicativo de perigo.
Como identificar os riscos?
O monitoramento visual é a principal ferramenta de prevenção. Além da cor da água, ficar atento ao comportamento da correnteza e ao volume de folhas e galhos trazidos pelo fluxo ajuda a prever a chegada de uma cabeça d'água.
O CBMDF orienta que, em caso de qualquer mudança climática ou alteração na força do fluxo, a prioridade deve ser o deslocamento para locais seguros e elevados, saindo da proximidade com rios e quedas d'água.
Como agir em emergências?
Em situações em que alguém é arrastado pela correnteza, a recomendação é que pessoas próximas não tentem entrar na água para realizar o resgate. Tentar salvar a vítima entrando em correntezas fortes pode colocar mais vidas em risco.
O procedimento seguro, segundo o Corpo de Bombeiros, é utilizar objetos que permitam alcançar a vítima sem o contato direto com o fluxo da água, como cordas ou galhos longos. Se a correnteza estiver muito forte, o socorro deve ser solicitado via telefone 193.
Detalhes sobre o acidente no Recanto das Emas
O caso de Joana Dark, que era diarista e morava no Riacho Fundo, motivou uma operação de busca complexa na região. As equipes de resgate foram acionadas por volta das 15h de domingo (1).
A operação contou com o uso de mergulhadores, drones para monitoramento aéreo e cães farejadores para varredura terrestre. Contudo, as buscas precisaram ser interrompidas por volta das 19h do mesmo dia devido às condições climáticas adversas.
O corpo da vítima foi localizado por volta das 11h30 desta segunda-feira (2), com o auxílio dos cães farejadores. A localização ocorreu em uma área de difícil acesso, situada a cerca de 25 minutos de caminhada do ponto inicial da ocorrência.
A família da vítima relatou que ela era uma pessoa alegre e muito caseira. Segundo a sobrinha, Joana nunca havia frequentado a cachoeira do Monjolo anteriormente, sendo esta a sua primeira visita ao local.
