Diário Local
Espírito Santo

Homens jovens são as principais vítimas de afogamento no Espírito Santo, aponta levantamento

Dados mostram que homens entre 15 e 24 anos são os que mais morrem; ambientes de água doce apresentam maior risco

Por Redação Diário Local

Homens jovens representam o maior grupo de vítimas de afogamento no Espírito Santo, de acordo com levantamento do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN). O perfil predominante é de indivíduos entre 15 e 24 anos.

Entre os anos de 2023 e 2025, o estado registrou 461 mortes por afogamento. Somente em 2026, outras 78 vítimas já foram contabilizadas até o momento.

A maioria das ocorrências, aproximadamente 80%, acontece em ambientes naturais, como rios, lagoas, represas, cachoeiras e praias. O período de férias escolares e os meses de calor concentram os casos, com os fins de semana sendo responsáveis por quase 40% das mortes.

Por que ambientes de água doce são mais perigosos?

Apesar de as praias receberem um volume maior de banhistas, elas não lideram as estatísticas de óbitos. O Corpo de Bombeiros explica que as mortes são mais frequentes em áreas de água doce, como lagoas e cachoeiras, onde geralmente não há a presença de guarda-vidas.

Segundo a corporação, muitas pessoas acabam reduzindo o nível de cuidado nesses locais por sentirem uma falsa sensação de segurança. O comportamento de evitar o mar devido às ondas e correntes faz com que as pessoas entrem em rios e lagoas sem avaliar os riscos envolvidos.

O impacto do álcool nos acidentes

O consumo de bebidas alcoólicas também é apontado como um fator de risco relevante. O álcool pode comprometer a percepção de perigo e favorecer decisões arriscadas durante o lazer.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o consumo de álcool faz com que muitos homens subestimem os riscos e superestimem suas habilidades físicas, o que contribui para o fato de o público masculino representar a maior parte das vítimas no estado.

Recentemente, a morte do surfista Arthur Molinari, de 22 anos, reforçou o alerta. Ele desapareceu no dia 7 de julho (07), enquanto surfava na Praia de Itaparica, em Vila Velha, e foi encontrado morto três dias depois.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.