Empresa afirma que ataques hackers em Câmaras do ES atingiram apenas portais públicos
Empresa responsável pelos sites afirma que sistemas de processos e dados de servidores não foram invadidos; Polícia Civil investiga o caso.
Por Redação Diário Local
A empresa Ágape Consultoria afirmou que os ataques hackers registrados em sites de Câmaras Municipais e prefeituras no Espírito Santo atingiram apenas os portais públicos. Segundo a administradora, os sistemas de tramitação de processos e as plataformas de gestão interna dos órgãos não sofreram tentativas de invasão.
Os ataques ocorreram durante a noite de segunda-feira (10) e afetaram as páginas de Serra, Anchieta, Água Doce do Norte e Itapemirim. Como medida de precaução, alguns portais foram retirados do ar para preservar a integridade das informações e do código dos sites.
Os sistemas foram atingidos?
De acordo com o diretor da Ágape Consultoria, Jerônimo Oliveira, os portais concentram apenas informações de acesso público, como notícias, dados de transparência e publicações do processo legislativo. Ele explicou que os ambientes de tecnologia são segregados, utilizando linguagens e plataformas distintas para cada função.
"Nenhuma outra plataforma de tramitação, registro ou processo eletrônico sofreu sequer uma tentativa de invasão. Esses sistemas, que concentram esse tipo de informação, não foram atingidos", afirmou o diretor.
Sobre a possibilidade de vazamento de dados de servidores, como salários e benefícios, a empresa esclareceu que não administra os sistemas de gestão de folha de pagamento ou de controle orçamentário das prefeituras e câmaras.
Independência de dados em Vitória
A Câmara Municipal de Vitória também se pronunciou sobre o ocorrido, informando que o site institucional, administrado pela Ágape, funciona de maneira independente do banco de dados interno da Casa. Segundo o Legislativo, as informações administrativas e de servidores ficam armazenadas em ambiente separado, com camadas próprias de segurança e controle de acesso.
A Câmara informou ainda que está verificando se a empresa cumpriu as obrigações de segurança previstas em contrato, que incluem uso de firewall, detector de malware e realização de backups diários.
Investigação em curso
A Polícia Civil informou que os casos estão sob investigação e que detalhes sobre o progresso das apurações não podem ser divulgados neste momento. A Ágape registrou um boletim de ocorrência e está elaborando um relatório forense para identificar como o acesso foi realizado.
