Cinco acusados de ataque a tiros na Ilha do Príncipe vão a júri popular nesta quarta-feira (12)
Acusados de matar Maxwell Viana Sabino em 2020 enfrentam o Conselho de Sentença em Vitória nesta quarta-feira (12).
Por Redação Diário Local
Cinco acusados de participarem de um ataque a tiros que resultou na morte de Maxwell Viana Sabino, na Ilha do Príncipe, em Vitória, vão a júri popular nesta quarta-feira (12). O crime ocorreu em 29 de setembro de 2020 e deixou outras duas pessoas feridas.
Entre os réus que serão julgados nesta quarta-feira (12), Geovani Andrade Bento, Felipe de Souza Oliveira, Thiago Guimarães e Thaian Silva de Almeida já estão presos. O quinto acusado, o advogado Lucas Depolo Muniz, é o único que responde ao processo em liberdade.
Segundo as investigações, os envolvidos teriam ligação com a organização criminosa Primeiro Comando de Vitória (PCV). O ataque teria sido uma tentativa da facção de aumentar a influência no tráfico de drogas na região. Na data do crime, os acusados teriam utilizado pistolas, espingardas e submetralhadoras contra um grupo de homens no bairro Ilha do Príncipe.
O papel do advogado na investigação
O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) aponta que o advogado Lucas Depolo Muniz teria atuado como um elo de comunicação entre os criminosos presos e os que estavam em liberdade. De acordo com o promotor de Justiça Leonardo Augusto Cezar, Lucas teria realizado 86 visitas a Geovani Andrade Bento em uma unidade de segurança máxima apenas no ano do crime.
A investigação utiliza mensagens de um celular apreendido com um dos envolvidos para sustentar a acusação. No aparelho, constariam conversas em que o advogado perguntava sobre o estado de saúde de integrantes da facção após o ataque. O promotor destacou que o réu não possuía procuração para defender nenhum dos outros acusados, o que reforçaria sua função de intermediador de ordens.
A defesa de Lucas negou qualquer envolvimento com a facção ou repasse de recados durante os depoimentos. No entanto, o promotor afirmou que o processo conta com mais de 3 mil páginas e duas horas de gravações que comprovam a dinâmica de comando entre o presídio e o exterior.
Expectativa de condenação
O julgamento desta quarta-feira (12) acontece na sequência de uma decisão judicial anterior. Três suspeitos envolvidos no mesmo episódio foram julgados e condenados no ano de 2025 por crimes idênticos aos que serão analisados agora.
Para o promotor Leonardo Augusto Cezar, o Conselho de Justiça analisará provas que já levaram à condenação dos outros envolvidos. O MPES acredita que os cinco acusados serão condenados pelos crimes de homicídio e pelas duas tentativas de homicídio relacionadas ao ataque de 2020.
