Falha em equipamento causa atrasos e lotação nas linhas 11-Coral e 12-Safira em São Paulo
A concessionária Trívia Trens informou que equipes de manutenção atuam para resolver problemas nas linhas após início de nova operação.
Por Redação Diário Local
Passageiros das linhas 11-Coral e 12-Safira, em São Paulo, relataram atrasos na circulação de trens e plataformas lotadas na noite desta quarta-feira (22). Na Linha 12-Safira, o problema teve início ainda na manhã do mesmo dia, às 8h52, e a normalização do serviço não foi registrada até o fechamento desta reportagem.
Na estação Brás, relatos e imagens indicaram lotação nas plataformas e interrupção no funcionamento de escadas rolantes. A ocorrência gera impactos no transporte de milhares de usuários que utilizam os trechos metropolitanos da capital e região.
A concessionária Trívia Trens, que assumiu a operação das linhas há dois dias, informou em nota que uma ocorrência segue em andamento. A empresa afirmou que equipes de manutenção continuam atuando para solucionar o problema e que os intervalos entre os trens permanecem dentro da normalidade prevista para o tipo de ocorrência.
Na Linha 12-Safira, a velocidade dos trens foi reduzida no trecho entre as estações Tatuapé e Engenheiro Goulart devido a uma falha em um equipamento de via. Segundo a concessionária, o problema é pontual e não deve impactar o tempo total de viagem dos passageiros.
O que mudou na operação das linhas?
A Trívia Trens assumiu oficialmente a operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade a partir da meia-noite desta terça-feira (21). Com a mudança, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) deixou de realizar a operação comercial desses trechos em São Paulo.
A concessionária também passou a administrar o Serviço Expresso Aeroporto, que conecta a Barra Funda ao Aeroporto Internacional de Guarulhos. A nova gestão tem o compromisso de investir R$ 14,3 bilhões em melhorias ao longo da concessão, o que inclui a abertura de oito novas estações e a construção de outras quatro em substituição a unidades existentes.
A transferência para a iniciativa privada ocorreu após um período de 60 dias de operação assistida, momento em que a empresa atuava sob supervisão da estatal paulista. A frota deve ser ampliada com a incorporação de 15 novos trens até o fim do contrato de 25 anos.
Histórico de falhas no período de transição
O período de transição entre a CPTM e a Trívia Trens foi marcado por um aumento no registro de falhas na Linha 11-Coral. De acordo com levantamento, o número de ocorrências na linha, que liga Mogi das Cruzes à estação Palmeiras Barra-Funda, subiu 275% no primeiro semestre de 2026 em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Em contrapartida, os registros de falhas na Linha 12-Safira apresentaram queda de 18% no mesmo intervalo de tempo. A concessionária informou que, como parte do plano de ação, pretende substituir 35 quilômetros de trilhos e trocar 10 mil dormentes para mitigar restrições operacionais nos próximos dois anos.
