Baleia-franca com rede de pesca presa na cabeça e na boca é vista no Arpoador, no Rio
Animal de espécie ameaçada de extinção foi flagrado nadando com rede presa ao lado de filhote na Zona Sul do Rio de Janeiro
Por Redação Diário Local
Uma baleia-franca foi flagrada nesta terça-feira (4) com uma rede de pesca presa na cabeça e na boca nas águas do Arpoador, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O animal, que nadava acompanhado de um filhote, foi avistado durante um passeio de observação a bordo de um veleiro.
O registro fotográfico foi realizado pela fotógrafa Emma Monteiro da Rocha e as imagens foram divulgadas pelo projeto Amigos da Jubarte. O flagrante evidencia o emalhe do mamífero, evidenciando os riscos enfrentados pela espécie nas áreas costeiras.
A baleia-franca é considerada uma espécie ameaçada de extinção no Brasil. O animal possui o hábito natural de permanecer próximo ao litoral e, frequentemente, se aproxima da faixa de areia.
Esse comportamento de vida costeira contribuiu para que a espécie fosse alvo de caça intensa no passado. Esse histórico de exploração ajuda a explicar a condição de vulnerabilidade em que os animais se encontram até os dias atuais.
Durante o inverno e a primavera, as baleias-franca migram para a costa brasileira em busca de áreas adequadas para a reprodução. O maior foco de concentração dessa espécie costuma ocorrer no litoral de Santa Catarina.
No Rio de Janeiro, a presença da baleia-franca é considerada um evento incomum. Enquanto a espécie aparece raramente no estado, as baleias-jubarte já são presença constante na paisagem do litoral fluminense durante esta época do ano.
A passagem das jubartes pelo Rio de Janeiro faz parte de uma das maiores migrações do planeta. Os animais deixam as águas geladas da Antártida e percorrem cerca de 9 mil quilômetros até o Arquipélago de Abrolhos, no sul da Bahia, para acasalamento e nascimento de filhotes.
Embora o litoral fluminense não seja o destino final da rota, ele desempenha um papel fundamental como corredor migratório. Milhares de animais atravessam a costa do estado todos os anos, tornando o Rio de Janeiro um dos principais pontos de observação da espécie no país.
