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Segurança

Polícia encontra canetas emagrecedoras clandestinas misturadas a alimentos no Espírito Santo

Ação da Polícia Civil apreendeu medicamentos clandestinos armazenados de forma inadequada junto a alimentos em estabelecimentos da Grande Vitória.

Por Redação Diário Local

A Polícia Civil do Espírito Santo realizou uma operação nesta quinta-feira (5) para combater o comércio ilegal de canetas emagrecedoras na Grande Vitória. Durante as buscas, agentes encontraram medicamentos de origem clandestina armazenados em condições inadequadas, inclusive misturados a alimentos como alho e cebola em geladeiras sem qualquer controle de temperatura.

A ação faz parte da segunda fase da Operação Efeito Colateral e envolveu o cumprimento de oito mandados de busca e apreensão nos municípios de Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica. Até o momento, três pessoas foram presas em flagrante durante a mobilização policial.

A investigação identificou seis alvos suspeitos de revender canetas emagrecedoras que são proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo a Polícia Civil, esses medicamentos entram de forma contrabandeada no país.

Entre os produtos apreendidos, os agentes localizaram a substância conhecida como retatrutida. O composto ainda está em fase de estudos e não possui autorização para produção ou comercialização em nenhum país do mundo.

O que foi encontrado na operação?

Além dos medicamentos armazenados de forma irregular junto a alimentos, a polícia destacou o risco da fabricação clandestina. Como o material é produzido fora do Brasil, não há segurança sobre a sua composição química ou sobre os danos que pode causar a longo prazo.

O chefe da Divisão Especializada da Região Metropolitana, delegado Leonardo Ávila, chamou a atenção para a forma como o material era guardado. Além de estarem misturados a alimentos, alguns itens foram encontrados fora da geladeira, o que compromete a integridade dos produtos.

A investigação também identificou possíveis pontos de venda e aplicação dos medicamentos, incluindo pequenos comércios e clínicas que oferecem procedimentos com promessa de emagrecimento.

Quais os riscos para a saúde?

As autoridades alertaram que as canetas podem ser vendidas de maneira fracionada, chegando aos consumidores sem lacre. Essa prática impede qualquer garantia sobre a procedência, a eficácia ou a segurança do que está sendo injetado nas pessoas.

O delegado da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor, Eduardo Passamani, explicou que, por ser um material não produzido no país, ninguém sabe ao certo o que compõe o produto. O uso dessas substâncias ilícitas tem se tornado um problema de saúde pública.

A recomendação da polícia é que quem deseja realizar tratamento para emagrecimento procure um médico ou uma clínica regularizada. É indispensável ter prescrição médica, acompanhamento profissional e verificar rigorosamente a procedência de qualquer medicamento.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.