Catador que ficou 20 anos sem estudar é aprovado em doutorado após mestrado em Antropologia
Após concluir ensino fundamental e médio pela EJA, catador ingressou na UFRGS e avança para o doutorado após mestrado.
Por Redação Diário Local
Um catador de materiais recicláveis que ficou 20 anos longe das salas de aula conseguiu aprovação para cursar o doutorado. O estudante retomou a vida acadêmica aos 34 anos e percorreu todo o caminho desde a conclusão do ensino fundamental até a pós-graduação.
A trajetória de estudos foi reconstruída por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA), modalidade que permitiu a conclusão das etapas de ensino fundamental e médio. Após concluir a base escolar, ele ingressou no curso de Ciências Sociais na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
A evolução acadêmica seguiu para o nível de pós-graduação na mesma instituição. Aos 43 anos, ele defendeu o título de mestre no programa de Antropologia da universidade gaúcha.
A recente aprovação para o doutorado consolida o percurso iniciado após o longo período de afastamento do ambiente escolar. O caso destaca a retomada dos estudos em uma etapa mais avançada da vida adulta.
O processo de reintegração ao ensino começou com as etapas básicas de alfabetização e escolarização. A modalidade de EJA serviu como ponte para que o estudante pudesse acessar o ensino superior.
Após a graduação em Ciências Sociais, o foco foi o aprofundamento em pesquisas antropológicas. O mestrado foi o degrau necessário para alcançar o novo objetivo acadêmico.
A aprovação no doutorado marca um novo ciclo de pesquisas científicas. O estudante agora prepara o ingresso na etapa mais alta da formação acadêmica formal.
A história evidencia a possibilidade de reentrada no sistema de ensino após décadas de interrupção. O estudante passou de catador à pesquisa de nível de doutorado em menos de uma década de estudos contínuos.
