Cinco homens são condenados por tortura e morte de catadora em Belo Horizonte
Grupo foi condenado por torturar e matar Fernanda Gonçalves do Vale em setembro de 2024, após acusação de furto
Por Redação Diário Local
Cinco homens foram condenados pela morte de Fernanda Gonçalves do Vale, de 33 anos, em Belo Horizonte. O grupo foi responsabilizado pela tortura e pelo assassinato da catadora de materiais recicláveis, ocorrido em setembro de 2024.
Os condenados, identificados como Edinelson Francisco da Silva, Richellmen Hayllander Fonseca da Silva, Eder Rayllander de Jesus da Conceição, Yuri Thiago da Silva Maia e Maicon Breno Fernandes dos Santos Reis, receberão penas que variam de 15 a 24 anos de prisão. Todas as sentenças devem ser cumpridas em regime fechado.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a motivação para o crime foi uma acusação de furto de um carregador de pistola. O grupo teria agido sob a lógica de um "tribunal do crime".
Segundo o MPMG, no dia do crime, quatro dos réus espancaram a vítima em uma área de lote vago. Após o primeiro ataque, os agressores a levaram para outro local, onde o homicídio foi consumado com novos golpes.
A determinação para o assassinato teria o objetivo de evitar que a mulher relatasse o espancamento sofrido. Durante a agressão, Fernanda foi atingida por socos e chutes, além de ter sido arrastada por cerca de 20 metros.
Na sentença, a juíza destacou a extrema violência empregada pelos condenados. O texto judicial ressalta que a mulher foi humilhada, torturada e, após a morte, o corpo foi lançado em uma ribanceira em local ermo.
O caso foi encaminhado para julgamento pela Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri. A brutalidade do crime foi um dos pontos centrais utilizados na fundamentação da condenação.
Onde estão os presos?
De acordo com informações da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), os envolvidos seguem detidos. Três homens estão custodiados no Ceresp Gameleira, em Belo Horizonte, enquanto o outro permanece preso em Congonhas.
