Justiça de Goiás condena William Pimenta Gusmão por importunação sexual; defesa pretende recorrer
Defesa de William Pimenta Gusmão afirma que ainda cabem recursos aos Tribunais Superiores e ressalta pareceres do Ministério Público pela absolvição.
Por Diário Local
A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) condenou William Pimenta Gusmão pelo crime de importunação sexual. A decisão refere-se a um episódio envolvendo a empreendedora Lilly Martins, ocorrido durante uma festa em 2023.
A defesa do investigado afirmou que pretende recorrer da decisão aos Tribunais Superiores. Em nota, os advogados ressaltaram que o julgamento atual é fruto de um recurso apresentado pelos assistentes de acusação e, por isso, a sentença ainda não é definitiva.
Os defensores de William negam a prática do crime e apontam que o Ministério Público de Goiás já havia se manifestado em favor da absolvição do réu. Segundo a defesa, tanto o promotor quanto o procurador de Justiça entenderam que não havia provas suficientes para a condenação.
O Ministério Público argumentou, em suas manifestações de primeira e segunda instância, que houve ausência de materialidade delitiva. Isso significa que, na visão do órgão, não houve a comprovação objetiva de que o crime realmente ocorreu.
O advogado de William, Giuliano Vettori, declarou que a equipe jurídica utilizará todos os recursos legais disponíveis. Ele reforçou que, de acordo com a legislação brasileira, ninguém pode ser considerado culpado antes do trânsito em julgado da ação judicial.
A defesa manifestou discordância com o entendimento dos desembargadores da 1ª Câmara Criminal. Os advogados destacaram a contradição entre a decisão do tribunal e os pareceres emitidos pelo Ministério Público, que foram favoráveis ao réu.
O Tribunal de Justiça de Goiás informou que o processo tramita em segredo de justiça. O sigilo é mantido para preservar os envolvidos e a integridade das investigações.
O Ministério Público de Goiás também confirmou que o caso segue sob sigilo. A medida é adotada por se tratar de um crime classificado como contra a dignidade sexual.
