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CazéTV afirma que não recebeu notificação sobre penhora de pagamentos a Romário

Assessoria da CazéTV afirma que não foi comunicada sobre decisão da Justiça do Rio que determina bloqueio de valores pagos ao senador

Por Diário Local

A assessoria da CazéTV informou, nesta quinta-feira (9/7), que ainda não recebeu notificação sobre uma decisão da Justiça do Rio de Janeiro que determina a penhora de pagamentos destinados ao senador Romário (PL-RJ). A medida judicial busca garantir o pagamento de uma dívida que ultrapassa R$ 34 milhões.

O processo é movido pela empresa Konkreteze devido a um descumprimento contratual relacionado à gestão de um bar, ocorrido em 2011. Na época, o ex-jogador aceitou um acordo de R$ 1,5 milhão, mas, devido ao não pagamento, o montante foi atualizado e hoje é estipulado em cerca de R$ 34,2 milhões.

A decisão, proferida pela 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca, estabelece que quaisquer bens ou valores que o senador receba da CazéTV devem ser penhorados para quitar o débito. O tribunal também determinou que a emissora apresente a íntegra dos contratos firmados com o parlamentar.

A ordem judicial abrange ainda a entrega de notas fiscais, recibos, comprovantes de pagamento e propostas relacionadas à contratação do ex-jogador. Caso o contrato tenha sido firmado por empresas parceiras, coligadas ou patrocinadores que integrem a cadeia econômica da cobertura da Copa do Mundo de 2026, estas também deverão prestar informações.

A disputa judicial já resultou na penhora de outros bens do senador, como uma lancha e veículos de luxo. O foco atual da execução é alcançar os rendimentos provenientes de sua atuação profissional junto à plataforma de transmissão.

Em paralelo ao processo, Romário declarou em plenário que abrirá mão do salário de parlamentar durante o período da Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos. O senador afirmou que o valor mensal de aproximadamente R$ 46,4 mil será devolvido aos cofres públicos.

A assessoria do senador explicou que a decisão de atuar na cobertura do mundial foi comunicada e aprovada pelo Senado. Segundo o comunicado, o parlamentar cumprirá suas funções de forma virtual e remota, sem interrupção das atividades legislativas ou afastamento do mandato.

O parlamentar já havia passado por um período de afastamento entre dezembro de 2025 e abril de 2026, quando o suplente Bruno Bonetti (PL-RJ) assumiu a vaga temporariamente. Na ocasião, o senador alegou compromissos no Rio de Janeiro para justificar a ausência de 120 dias.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.