Corpo de conselheira tutelar é encontrado enterrado em área rural em Jacuí após desaparecimento
Corpo de Maryna Colucci foi achado em zona rural após desaparecimento; sargento da Polícia Militar é o principal suspeito
Por Redação Diário Local
O corpo de Maryna Colucci de Jesus, de 34 anos, foi encontrado enterrado em uma área rural de Jacuí, no Sul de Minas, na tarde desta terça-feira (25). A conselheira tutelar estava desaparecida desde a última sexta-feira (22).
Segundo a Polícia Civil, o crime é tratado como feminicídio. O principal suspeito é o sargento da Polícia Militar José Sérgio de Oliveira, de 42 anos, que confessou o crime e indicou o local onde o corpo estava enterrado, em uma região de difícil acesso próxima a uma propriedade rural.
O corpo foi localizado a cerca de um metro e meio de profundidade. As buscas contaram com a participação de equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar.
Como ocorreu a investigação?
De acordo de com o delegado chefe do 18º Departamento da Polícia Civil, Marcos Pimenta, o suspeito levou os investigadores até o local. Segundo o delegado, após investigações e informações colhidas na cidade, surgiu a possibilidade de a vítima ter tido um relacionamento com o militar.
O sargento relatou que houve uma desavença seguida de um disparo de arma de fogo. Após o ato, ele teria cavado uma cova e enterrado o corpo na zona rural. O delegado ressaltou que o suspeito foi preso em flagrante por ocultação de cadáver e que a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva dele pelo feminicídio.
Marcos Pimenta afirmou que o militar não estava em atividade de polícia no momento do ocorrido e responderá pelo crime como cidadão comum. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).
Repercussão e defesa
A Polícia Militar informou que abriu um processo administrativo para apurar o caso e avaliar a permanência do sargento nos quadros da instituição. O comandante da 18ª Região da Polícia Militar, Cláudio Aparecido da Silva, prestou condolências à família da vítima.
O advogado do suspeito, Ricardo Alexandre Lima e Lima, declarou que o cliente está colaborando com as investigações e busca a apuração dos fatos pelas autoridades competentes.
Familiares de Maryna descreveram a conselheira como uma pessoa dedicada à comunidade e à família. Ela morava com os pais e era reconhecida por sua atuação de ajuda ao próximo na cidade de Jacuí.
