Policial federal é condenado a 26 anos de prisão por esquema de tráfico no Aeroporto de Manaus
Agente foi condenado por tráfico de drogas e lavagem de capitais após participar de esquema no Aeroporto Eduardo Gomes.
Por Redação Diário Local
Um policial federal foi condenado, nesta terça-feira (26), a 26 anos e sete meses de prisão por participar de um esquema de tráfico de drogas no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus. A decisão judicial também determina que o agente perderá o seu cargo público.
A condenação abrange os crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de capitais, violação de sigilo funcional e utilização indevida de acesso restrito. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o policial facilitava a entrada de entorpecentes na área de embarque e fornecia informações para evitar a fiscalização.
As investigações revelaram que o grupo utilizava uma estratégia de troca de bagagens para burlar a segurança do aeroporto. Um dos criminosos entrava no terminal com uma mochila vazia e, após passar pela inspeção, recebia uma segunda mochila contendo as drogas, que era introduzida na área de embarque pelo agente público.
Para ocultar o dinheiro proveniente do crime, o policial registrava os valores recebidos em bens que ficavam no nome de seu cônjuge. A prática foi identificada como parte do esquema de lavagem de capitais que integrava a organização criminosa.
Além do policial, outras três pessoas também foram condenadas pelo esquema. Os quatro envolvidos haviam sido presos em março de 2025, durante a deflagração da Operação GateKeeper.
Dentro da estrutura do grupo, as atividades eram divididas por funções específicas. Um dos participantes era responsável pela logística do transporte das drogas, enquanto outros dois atuavam diretamente como transportadores.
As penas aplicadas aos demais envolvidos foram de 16 anos, 9 meses e 7 dias de reclusão para o responsável pela logística, e de 4 anos e 9 meses para cada um dos dois transportadores.
O caso ocorreu no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, principal terminal de Manaus, e a atuação do agente público permitia que o grupo contornasse os protocolos de segurança do aeroporto.
