Corretora julgada por morte de estudante é denunciada por furto em shopping de Vitória
Adriana Felisberto Pereira, que vai a júri nesta quarta-feira (5), é alvo de denúncia do MP por furto em loja de shopping.
Por Redação Diário Local
A corretora Adriana Felisberto Pereira, ré pelo atropelamento e morte da estudante Luísa Lopes em abril de 2022, foi denunciada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) por um furto em uma loja de roupas de um shopping em Vitória. O caso ocorre no mesmo período em que a acusada começa a ser julgada pelo homicídio da estudante, nesta quarta-feira (5).
Segundo a denúncia, o furto teria ocorrido no dia 17 de junho deste ano. A acusada teria entrado no estabelecimento, escondido sete peças de roupa em uma sacola e tentado sair da loja sem efetuar o pagamento. O prejuízo total foi avaliado em R$ 1.103.
O sistema antifurto da loja foi acionado e funcionários conseguiram abordar a mulher na escada rolante do shopping. Ela foi mantida detida por um vigilante até a chegada da Polícia Militar. Durante a diligência, os policiais confirmaram a presença dos produtos dentro da sacola que a suspeita carregava.
O MPES denunciou Adriana pelo crime de furto simples e solicitou a juntada das imagens do circuito de videomonitoramento do shopping ao processo. O órgão também requereu o pagamento de uma indenização mínima de R$ 10 mil para a reparação de danos patrimoniais e extrapatrimoniais.
A Promotoria informou que não ofereceu Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) à denunciada. A decisão foi fundamentada no fato de a acusada possuir uma condenação criminal transitada em julgado por homicídio, circunstância que, na avaliação dos promotores, torna o benefício inadequado para o caso.
Defesa alega surto
Questionados sobre o novo episódio, os advogados de defesa de Adriana afirmaram que a ré cometeu o furto porque estava em surto. Os representantes relataram que, após o ocorrido, ela foi encaminhada à delegacia, pagou fiança e foi liberada.
A denúncia de furto em Vitória é um novo desdobramento jurídico para a acusada, que já enfrenta o julgamento pela morte de Luísa Lopes. O caso do shopping tramita de forma separada, mas ganha destaque devido ao histórico criminal da ré.
Até o momento, os advogados não concederam entrevistas adicionais sobre o desdobramento da denúncia apresentada pelo Ministério Público. O processo aguarda os próximos passos judiciais para apurar a responsabilidade pelo furto das roupas.
