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São Paulo

CPTM descarta sabotagem após incêndio em trem que paralisou três linhas na Zona Leste de São Paulo

Diretor da estatal afirmou que funcionários são profissionais; Artesp determinou investigação e volta da operação pela CPTM.

Por Redação Diário Local

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) descartou a possibilidade de sabotagem em relação ao incêndio que causou falhas nas Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade na Zona Leste de São Paulo nesta quinta-feira (23). O anúncio foi feito pelo diretor-presidente da estatal, Michael Sotelo Cerqueira, durante coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (24).

Segundo a CPTM, a empresa tem colaborado com as concessões e destacou o profissionalismo de seus colaboradores. O diretor afirmou que, caso existam suspeitas sobre condutas irregulares, o caso deve ser tratado pelas autoridades policiais para verificação.

A operação das linhas afetadas amanheceu normalizada nesta sexta-feira (24). Por determinação do governo paulista, a administração das linhas retornou à responsabilidade da CPTM após o registro das falhas.

O que causou o incêndio?

De acordo com a Trivia Trens, concessionária que gerenciava as linhas no momento do ocorrido, houve uma falha na composição de um trem da Linha 12-Safira. O incidente, ocorrido por volta das 13h de quinta-feira (23), envolveu faíscas que atingiram um vagão e iniciaram chamas.

Durante o episódio, passageiros precisaram caminhar pelos trilhos para alcançar a estação mais próxima. A principal suspeita é de que tenha ocorrido um curto-circuito, embora a informação ainda não tenha sido totalmente esclarecida.

Investigação e retomada do serviço

A Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) determinou que a CPTM volte a operar as linhas afetadas por um período de até 90 dias, atuando em conjunto com a Trivia Trens. A medida visa assegurar a prestação do serviço após três dias de interrupções frequentes.

Além da retomada assistida, a Artesp informou que instaurará um procedimento para investigar as causas da ocorrência e a responsabilidade da concessionária pelas falhas na prestação do serviço. A Trivia Trens afirmou, em nota, que cumpre suas obrigações contratuais de forma transparente e cooperativa.

A concessionária havia assumido a gestão das Linhas 11, 12 e 13 na última terça-feira (21). No entanto, foram registrados ao menos sete problemas de serviço nos primeiros dois dias de administração, incluindo redução de funcionamento em estações como Brás e Barra Funda.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.