Cristo Redentor passará por certificação climática para reduzir emissões de gases de efeito estufa
Processo de certificação será realizado entre 2026 e 2028 com ciclos anuais de avaliação de impactos ambientais no monumento
Por Redação Diário Local
O monumento do Cristo Redentor passará por um processo de certificação climática para medir o impacto ambiental das atividades turísticas e estabelecer medidas para reduzir a emissão de gases de efeito estufa. O acordo foi assinado nesta sexta-feira (21) pelo reitor do Santuário Cristo Redentor, padre Omar, e pela diretora da Green Initiative International para a América Latina, Luciana Visnevski.
Como parte da celebração do anúncio, o monumento recebeu iluminação verde entre 20h e 21h nesta sexta-feira (21). A iniciativa visa avançar na descarbonização das operações turísticas realizadas no local.
O processo de certificação ocorrerá entre 2026 e 2028, com ciclos anuais de avaliação. A etapa inicial prevê o levantamento das emissões geradas pela atividade turística no Santuário e a análise da capacidade de captura de carbono das áreas florestais situadas no entorno do monumento.
Os dados coletados servirão para a elaboração de um diagnóstico climático e, posteriormente, de um Plano de Ação Climática. Este plano estabelecerá metas e medidas de curto e médio prazo para reduzir as emissões de gases no local.
A Green Initiative International será a responsável pelo suporte técnico e pela mobilização de recursos para implementar as ações previstas. O acordo prevê que a implementação não gerará custos para o Cristo Redentor.
Ao fim de cada ciclo de avaliação, o Santuário poderá receber as certificações Climate Positive ou Carbon Neutral, dependendo dos resultados alcançados. O monitoramento permitirá acompanhar e divulgar periodicamente os avanços com base em padrões internacionais.
Compromisso internacional
A iniciativa dá continuidade à adesão do Santuário Cristo Redentor à Declaração de Glasgow sobre Ação Climática no Turismo. O compromisso foi formalizado em novembro de 2025, durante a COP30, realizada em Belém.
O documento estabelece metas voluntárias para empresas e organizações do setor de reduzir emissões e se adaptar às mudanças climáticas. Entre os compromissos dos signatários estão a redução de emissões pela metade até 2030 e o objetivo de alcançar emissões líquidas zero até, no máximo, 2050.
A declaração prevê a adoção de medidas em cinco frentes principais: medir, descarbonizar, regenerar, colaborar e financiar. Além disso, o modelo exige a elaboração de planos de ação específicos e a divulgação anual dos progressos obtidos.
