Diário Local
Minas Gerais

Defesa de jovem que matou vizinho em briga por árvore alega legítima defesa

Advogado sustenta que jovem reagiu a agressão após ver o pai ser baleado durante discussão por poda de árvore.

Por Redação Diário Local

A defesa de um jovem de 19 anos envolvido em um caso que resultou em duas mortes em São Domingos das Dores, no Vale do Rio Doce, em Minas Gerais, sustenta que ele agiu em legítima defesa. O advogado Cairo Gianini Pires Souza afirmou que o cliente reagiu para proteger a própria integridade após presenciar o pai ser alvo de uma agressão.

O episódio ocorreu na região do Córrego do Belém durante uma discussão motivada pela poda de um pé de manga localizado na divisa entre duas propriedades rurais. Segundo o registro policial, o vizinho, Miguel Chagas da Silva, de 76 anos, sacou um revólver e efetuou disparos contra Eberto Silvestre Guimarães Barro, de 41 anos, que estava no local com o filho.

O que aconteceu durante a discussão?

De acordo com o relato da polícia, o conflito começou enquanto Eberto e o filho realizavam a poda da árvore. Durante o desentendimento, o idoso disparou contra Eberto. O filho da vítima filmou a discussão e os tiros com um celular.

Após os disparos iniciais, o jovem entrou em luta corporal com o idoso e conseguiu tomar a arma. Conforme o depoimento prestado à polícia, o rapaz efetuou um disparo contra Miguel após este continuar a agressão. Ambos ficaram feridos, mas Eberto não resistiu e Miguel também morreu após ser socorrido.

A versão da defesa

O advogado Cairo Gianini Pires Souza declarou que o jovem está abalado por ter presenciado a morte do pai e que a tese de legítima defesa foi apresentada desde o início. Segundo o defensor, elementos como vídeos e o interrogatório são compatíveis com a versão de que houve uma reação a uma agressão injusta.

A defesa afirmou que o escritório não divulgará nomes ou informações que possam expor as famílias envolvidas na tragédia. O advogado também manifestou a convicção de que o inquérito policial será arquivado e que não haverá processo criminal contra o rapaz.

Andamento da investigação

O jovem se apresentou espontaneamente à polícia, entregou a arma utilizada e foi liberado após prestar depoimento. A Polícia Civil instaurou um inquérito na Delegacia de Inhapim para apurar as circunstâncias das duas mortes.

A perícia realizou trabalhos na propriedade e os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML) de Caratinga. A investigação deve analisar as imagens gravadas pelo jovem, os depoimentos das testemunhas, os exames periciais e a dinâmica dos disparos para definir a responsabilidade criminal no caso.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.