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Segurança

Dentista é preso em São Paulo suspeito de realizar cirurgias plásticas sem autorização

Investigação aponta que suspeito realizava procedimentos como lipoaspiração e cirurgia de pálpebras sem ter licença sanitária.

Por Redação Diário Local

Um dentista de 44 anos foi preso nesta quarta-feira (29) em São João da Boa Vista, no interior de São Paulo, suspeito de exercer ilegalmente funções ligadas à medicina. O investigado é acusado de realizar procedimentos cirúrgicos e estéticos sem autorização de órgãos de saúde.

A prisão ocorreu durante a operação denominada Jaleco Falso, deflagrada pela Polícia Civil e pela Vigilância Sanitária. Segundo as investigações, embora o homem se apresentasse como dentista, o consultório utilizado por ele não possuía instrumentos, insumos ou prontuários de atendimentos odontológicos.

A polícia apurou que o suspeito atuava exclusivamente com procedimentos estéticos. Entre os itens encontrados pelos investigadores estavam prontuários médicos de cirurgias de rejuvenescimento, cirurgia de pálpebras e lipoaspiração, além de frascos de anestesia e ferramentas cirúrgicas.

O que foi apreendido na operação?

Durante as buscas na residência do suspeito, foram localizados medicamentos sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). De acordo com a polícia, o homem negociava a compra de remédios provenientes do Paraguai por meio de aplicativos de mensagens.

No consultório, os policiais encontraram medicamentos vencidos, bioestimuladores de colágeno e itens que indicavam a atuação como cirurgião plástico, como jalecos e toucas. Também foram localizados documentos que apontam a realização de procedimentos em glúteos.

O delegado Davi Basilio Batista Ferreira informou que instrumentos como bisturis, pinças e cânulas foram encontrados prontos para esterilização, com indícios de uso recente. Devido ao risco de contaminação, os objetos foram fotografados em vez de apreendidos.

Situação jurídica do suspeito

Em depoimento, o dentista alegou ter concluído o curso de medicina na Bolívia, mas afirmou que não realizou a revalidação do diploma nem das especializações no Brasil. O investigado também admitiu não possuir as especializações exigidas pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO) para realizar os procedimentos estéticos.

O consultório foi interditado pela Vigilância Sanitária por funcionar sem licença sanitária. O homem deve passar por audiência de custódia nesta quinta-feira (30) para decidir se responderá ao processo em liberdade.

O investigado deve responder pelos crimes de falsificação de produtos terapêuticos e medicinais e exercício ilegal da medicina.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.