Ministério Público denuncia líder do Comando Vermelho por tentativa de homicídio no Catete
Denúncia do Ministério Público aponta que traficante ordenou disparos contra moradores para impedir operação do Bope na comunidade do Santo Amaro.
Por Redação Diário Local
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP), denunciou Marcos Antonio Pereira Firmino da Silva por tentativa de homicídio contra cinco pessoas no Catete, zona sul do Rio. A denúncia foi recebida pela 4ª Vara Criminal da Comarca da Capital, que também decretou a prisão preventiva do acusado.
Marcos Antonio, conhecido como My Thor, é apontado pelo Ministério Público como integrante do Comando Vermelho (CV) e chefe do tráfico de drogas na comunidade do Santo Amaro. O investigado é acusado de ordenar ataques contra policiais durante uma operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope).
De acordo com as investigações, o crime ocorreu em uma disputa para impedir o avanço dos agentes durante uma ação policial realizada no sábado (7) de junho de 2025. Na ocasião, criminosos efetuaram disparos em direção à Rua Luiz Onofre Alves, local onde havia uma grande concentração de moradores.
A área onde os disparos foram efetuados registrava uma festa junina no momento da ação. Entre os presentes estavam crianças e outros moradores da comunidade, que foram atingidos pelos projéteis.
Ao todo, cinco pessoas que participavam do evento foram baleadas durante a tentativa de impedir a incursão do Bope. A operação policial tinha como objetivo central o combate ao tráfico de drogas na região controlada pela facção criminosa.
No mesmo episódio de violência ocorrido no sábado (7) de junho de 2025, o morador Herus Guimarães Mendes da Conceição, de 23 anos, foi atingido por disparos e morreu. O caso de Herus gerou uma investigação paralela sobre a conduta de agentes de segurança.
Em dezembro de 2025 (segunda-feira), o GAESP/MPRJ formalizou uma denúncia contra dois policiais militares pelo homicídio qualificado do morador Herus. O processo sobre o óbito do jovem segue em tramitação na Justiça.
A prisão preventiva de My Thor, decretada pela 4ª Vara Criminal, busca garantir a ordem pública diante das acusações de comando de crimes contra a vida e contra a atividade policial na zona sul do Rio.
