TRE-DF inicia carga e lacração de quase 7 mil urnas para as eleições 2026
Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal prepara 6.969 equipamentos para o primeiro turno, que ocorre em 4 de outubro.
Por Redação Diário Local
O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) iniciou, nesta quarta-feira (23), a etapa de carga e lacração de 6.969 urnas eletrônicas para as eleições de 2026. O procedimento integra a preparação dos equipamentos para o primeiro turno, que está agendado para o dia 4 de outubro.
Nesta quarta-feira (23), um lote de 1.192 urnas das 4ª, 13ª e 17ª zonas eleitorais passa pelo processo. Desse grupo inicial, 1.105 equipamentos são destinados à votação direta e 87 funcionam como urnas de contingência.
A preparação das urnas no Distrito Federal deve ser concluída até o dia 30 de setembro, seguindo o cronograma definido por cada zona eleitoral. O processo será estendido às demais zonas nos próximos dias.
Como funciona a carga e a lacração?
Após a geração das mídias, ocorre a inserção de dados essenciais nas urnas, como informações sobre partidos, coligações e federações. Também são incluídos os dados dos candidatos, dos eleitores e das respectivas seções eleitorais.
Antes de receberem os lacres físicos de segurança, os equipamentos passam por conferência e testes de funcionamento. Durante essa fase, são verificados dados como zona, seção, data e horário, além do desempenho da impressora para evitar atolamentos de papel.
Caso seja identificada alguma falha técnica, o equipamento pode ser substituído por uma unidade de reserva. O TRE-DF informou que o Distrito Federal mantém uma reserva de contingência equivalente a 8% do total de urnas.
Como é feita a fiscalização?
As cerimônias de carga e lacração são públicas e podem ser acompanhadas por entidades fiscalizadoras previstas na legislação eleitoral. Entre os órgãos presentes estão o Ministério Público, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), partidos políticos, coligações e federações.
Após o procedimento de carga, cada urna recebe uma identificação exclusiva por meio de uma tabela de correspondência. Esse registro é fundamental para a segurança do pleito, permitindo conferir se o resultado enviado pelo equipamento corresponde exatamente à urna cadastrada no sistema de totalização.
