Governo do DF inicia protocolo de internação involuntária após série de ataques de moradores de rua
Medida da governadora Celina Leão surge após registro de nove ataques envolvendo pessoas em situação de rua em 15 dias.
Por Redação Diário Local
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, colocou em prática um protocolo para internação involuntária de pessoas em situação de rua em casos previstos na legislação. A decisão ocorre após o registro de pelo menos nove ataques envolvendo pessoas nessas condições nos últimos 15 dias no Distrito Federal.
A medida visa padronizar o atendimento em ocorrências que envolvam pessoas em situação de vulnerabilidade extrema ou com transtornos mentais graves. Segundo a governadora, o protocolo estabelece um fluxo integrado entre as forças de segurança, a área da saúde e a assistência social.
Como funcionará o novo fluxo?
Sempre que a Polícia Militar (PMDF) for acionada para ocorrências envolvendo pessoas em situação de rua acusadas de cometer crimes, as equipes de assistência social acompanharão o atendimento. Em casos de flagrante, o suspeito será conduzido à delegacia.
No caso de necessidade de suporte médico, o delegado poderá acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Dependendo da avaliação, o Samu terá respaldo para encaminhar a pessoa ao Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), em Taguatinga Sul.
A unidade de saúde conta com 10 leitos destinados a esse tipo de atendimento. Se o laudo médico indicar a necessidade, o paciente será submetido à internação para tratamento.
Transferência do Centro Pop
Celina Leão também confirmou a transferência do Centro Pop da Asa Sul. A decisão ocorre apesar de questionamentos enviados pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF).
A governadora justifica que o equipamento não deve ser mantido próximo a escolas. O novo Centro Pop será administrado pela equipe responsável pelo Hotel Social e oferecerá serviços como refeições, banho, emissão de documentos, atendimento em saúde e apoio para o retorno ao estado de origem.
O governo pretende expandir o acolhimento, mas reforçou que haverá maior rigor contra ocupações irregulares em áreas públicas.
