Diário Local
Belo Horizonte

Justiça torna ré diarista acusada de matar casal de idosos em apartamento de luxo em BH

Tribunal de Justiça aceitou denúncia do Ministério Público contra Paola Stefany Neto Cirino, acusada de latrocínio e fraude.

Por Redação Diário Local

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) aceitou, nesta sexta-feira (31), a denúncia do Ministério Público e tornou ré a diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos. Ela é acusada de matar o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, em um apartamento no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

A acusada responderá pelos crimes de dois latrocínios (roubo seguido de morte), fraude processual e furto mediante fraude. A Justiça também tornou ré o proprietário de um restaurante, indiciado por furto mediante fraude após o uso de cartões pertencentes às vítimas.

Detalhes da denúncia

De acordo com o Ministério Público, a diarista teria ido ao imóvel levando comprimidos de clonazepam, que foram colocados em um suco consumido pelo casal. A investigação aponta que ela aproveitou o estado das vítimas para recolher bens do apartamento.

Durante a ação, a mulher teria sido surpreendida pelo advogado, que acordou e tentou reagir. Nesse momento, ela o teria atacado com uma faca retirada da cozinha da residência. A empresária também foi morta durante o episódio.

A denúncia detalha que foram levados mais de R$ 19 mil em dinheiro, além de joias, relógios, celulares, cartões bancários, perfumes, roupas e bolsas. Parte dos objetos foi vendida poucas horas depois na região central de Belo Horizonte.

A suspeita também é acusada de tentar dificultar o trabalho da perícia. Segundo o Ministério Público, ela teria limpado vestígios do crime, lavado a faca utilizada nos ataques e descartado roupas com manchas de sangue.

Investigação da Polícia Civil

O casal foi encontrado morto no dia 29 de junho (domingo). A Polícia Civil determinou que o crime ocorreu entre 12h30 e 15h, intervalo definido porque o advogado ainda realizava uma ligação telefônica às 12h25.

Imagens de câmeras de segurança registraram a chegada da diarista ao prédio por volta das 7h30. Segundo os investigadores, Paola Stefany havia sido indicada por um primo de Maria Clotilde para realizar o serviço de limpeza.

O familiar informou que a diarista já prestava serviços na casa dele há alguns meses e não despertava desconfiança. Após o crime, a mulher teria tomado banho no apartamento e trocado de roupa antes de sair com os objetos roubados.

Paola Stefany foi localizada e presa pela Polícia Civil na madrugada de 2 de julho (quarta-feira), em um hotel na cidade de Itabira, na Região Central de Minas Gerais.

Sobre o uso dos cartões das vítimas, a investigação aponta que uma tentativa de transação de R$ 5 mil foi bloqueada. Na sequência, foram realizadas duas operações, de R$ 1,3 mil e R$ 1,8 mil, em máquinas de cartão de um restaurante na Rua Carijós.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.