Polícia Civil identifica outras quatro vítimas de diarista que matou casal em Belo Horizonte
Investigação da Polícia Civil de Minas Gerais aponta que suspeita de duplo latrocínio usava sedativos para roubar clientes.
Por Davy Albuquerque
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito que apura o duplo latrocínio cometido contra Cláudio Atala, de 75 anos, e Maria Clotilde Atala, de 76 anos, em Belo Horizonte. Durante as investigações, a polícia identificou que a diarista suspeita, Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, teria cometido outros quatro crimes utilizando o mesmo método.
Segundo a PCMG, novas vítimas procuraram a Delegacia Especializada em Investigação e Repressão ao Furto e Roubo para relatar que sofreram crimes praticados pela suspeita. O modo de agir consistia em dopar os clientes para facilitar os roubos, padrão que também foi identificado no caso do casal do bairro São Pedro.
As investigações apontam que Paola utilizava medicamentos com efeitos sedativos para reduzir a capacidade de resistência das pessoas atendidas. No caso das vítimas de Belo Horizonte, a polícia apurou que a suspeita colocou clonazepam na comida do casal para que eles perdessem a capacidade de reação.
Após dopar as vítimas, a diarista usou violência física e as matou com dezenas de facadas. Com o casal sem condições de defesa, ela subtraiu joias, relógios, celulares e dinheiro. A faca utilizada no crime foi encontrada pela perícia dias após o ocorrido.
No dia de sua prisão, realizada em um hotel na cidade de Itabira, os agentes apreenderam 165 comprimidos de medicamentos sedativos. Parte dos bens roubados do casal já foi recuperada e devolvida aos familiares.
A cronologia do crime indica que Paola foi indicada por um parente das vítimas e realizou o ataque em seu primeiro dia de trabalho na residência. Na última quarta-feira (8), a polícia realizou uma reprodução simulada do crime para detalhar a dinâmica do assassinato.
A suspeita confessou o crime e está presa preventivamente. Com o encerramento do inquérito, o caso será enviado ao Ministério Público, que decidirá se oferece a denúncia formal contra ela à Justiça.
Caso a denúncia seja aceita, a Justiça determinará se Paola responderá como ré no processo por duplo homicídio e latrocínio. As autoridades continuam apurando se houve outros furtos durante prestações de serviços em diferentes residências.
