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Clima

El Niño deve causar seca severa e aumentar risco de queimadas no Centro-Oeste até outubro

Projeção do Inmet aponta que combinação de chuvas abaixo da média e altas temperaturas intensifica risco de incêndios na região.

Por Redação Diário Local

O fenômeno El Niño deve provocar condições de seca severa e elevar o risco de queimadas no Centro-Oeste entre agosto (05) e outubro (27), de acordo com projeções do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O boletim nº 2 do Painel El Niño indica que há 100% de probabilidade de permanência do fenômeno até o início de 2027.

O período entre agosto, setembro e outubro marca a transição da estação seca para o período chuvoso, mas o prognóstico aponta que as queimadas podem se intensificar. A previsão baseia-se na combinação de chuvas abaixo do esperado e temperaturas acima da média histórica nas regiões Centro-Norte e Centro-Oeste.

As áreas com "alerta alto" para risco de fogo se expandem principalmente sobre o Mato Grosso e sobre a maior parte da Região Norte, onde o risco aumentou em relação ao mês anterior, informou o Inmet.

Por que o El Niño intensifica a seca?

O El Niño é um fenômeno natural do Oceano Pacífico caracterizado pelo aquecimento das águas e pelo enfraquecimento dos ventos alísios. Essa mudança altera a circulação atmosférica global e mantém as temperaturas elevadas.

No Centro-Oeste e na Amazônia, o fenômeno força a descida de ar seco, criando um bloqueio atmosférico. Esse bloqueio impede que o calor suba e se dissipe, dificultando a formação de nuvens e de chuvas, o que resseca a vegetação e aumenta o risco de incêndios.

Segundo o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), a influência do fenômeno favorece a manutenção da seca severa nessas regiões. O enfraquecimento dos ventos equatoriais reduz a entrada de umidade vinda do Oceano Atlântico, intensificando o tempo seco.

Quais os riscos para a saúde?

A incidência de queimadas emite grandes quantidades de fumaça e partículas tóxicas, o que representa uma ameaça à saúde de comunidades próximas e de áreas distantes, devido à dispersão dos poluentes. O Ministério da Saúde alerta que a emissão desses materiais aumenta o risco de doenças respiratórias e cardiovasculares.

O clima seco também agrava o funcionamento das vias aéreas, tornando as pessoas mais propensas a contrair doenças infecciosas e alérgicas. Para mitigar os efeitos, especialistas recomendam manter a hidratação com pelo menos 2 litros de água por dia e utilizar umidificadores de ar ou bacias com água em ambientes fechados.

Outras orientações incluem a manutenção de uma alimentação leve, com prioridade para frutas e vegetais, e a recomendação de evitar exercícios físicos entre as 9h e as 17h durante o período de estiagem.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.