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Segurança

Empresário investigado por tráfico de anabolizantes foge de cerco policial na fronteira

Jorge Luiz Roa, alvo da Operação Narciso, conseguiu escapar da fiscalização na tríplice fronteira e é considerado foragido.

Por Redação Diário Local

O empresário Jorge Luiz Roa, um dos alvos centrais da Operação Narciso, está foragido após conseguir escapar do cerco policial na região da tríplice fronteira. Investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Roa é apontado como peça importante em um esquema de tráfico internacional de substâncias ilícitas.

Roa, que é proprietário da loja de produtos farmacêuticos Jack Center no Paraguai, é investigado por atuar no topo de uma estrutura voltada para o comércio de anabolizantes e medicamentos controlados. Segundo a polícia, ele manteria uma sociedade com Elisangela Pereira Acosta para o fornecimento de insumos destinados à produção de substâncias em laboratórios ilegais.

O esquema utilizava métodos para burlar a fiscalização de fronteira. As substâncias e insumos eram escondidos dentro de peças mecânicas de motocicletas. Após passarem pela fronteira e chegarem a Foz do Iguaçu, os produtos eram distribuídos para diversos estados brasileiros por meio de serviços de e-commerce, Correios e transportadores clandestinos.

Como funcionava a movimentação financeira?

Para ocultar a origem do dinheiro, o grupo utilizava serviços de doleiros no Paraguai e em Foz do Iguaçu. Os valores eram depositados em contas bancárias de laranjas espalhadas por diferentes regiões do Brasil.

As investigações apontam que as contas utilizadas pertenciam a empresas de consultoria, casas lotéricas e estabelecimentos de materiais de construção. O objetivo era dissimular o fluxo de caixa proveniente da venda das substâncias ilícitas.

Riscos à saúde e operação policial

A Operação Narciso foi deflagrada nesta quarta-feira (12) e visa desarticular uma rede de fabricação artesanal de substâncias injetáveis e orais. A polícia identificou que os produtos eram produzidos sem qualquer controle sanitário, misturando matérias-primas com óleos de cozinha e outros ingredientes sem esterilidade.

A ausência de assepsia nos processos de fabricação pode causar reações alérgicas, infecções, embolias, tromboses e sepse. A Polícia Civil informou que o uso dessas substâncias sem controle técnico pode levar ao óbito.

A ação policial resultou na expedição de 43 mandados de prisão e 64 de busca e apreensão. Até o momento, as autoridades confirmaram a prisão de Elisangela Pereira Acosta e de outro integrante do grupo em solo paraguaio, além do bloqueio de R$ 32 milhões em ativos financeiros.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.