Justiça determina exame de insanidade mental para diarista acusada de matar casal de idosos em BH
Exame psiquiátrico de Paola Stefany Neto Cirino ocorre nesta segunda-feira (14) após alegação de surto psicótico durante o crime.
Por Redação Diário Local
A Justiça de Minas Gerais determinou a realização de um exame de insanidade mental em Paola Stefany Neto Cirino, acusada de matar um casal de idosos no bairro São Pedro, em Belo Horizonte. A perícia psiquiátrica foi agendada para esta segunda-feira (14), às 10h30, no Instituto Médico-Legal (IML) da capital, conforme informou a defesa.
A medida foi autorizada pela 2ª Vara Criminal de Belo Horizonte. O juiz Alexandre Magno de Resende Oliveira considerou que existem dúvidas fundamentadas sobre a capacidade mental da acusada para o entendimento do crime.
Na decisão, o magistrado citou o relato da própria ré, que afirmou ter cometido o crime durante um suposto surto psicótico. Além disso, familiares de Paola apresentaram informações sobre um histórico de instabilidade emocional e ideação suicida.
O documento judicial também ressaltou que a acusada já possui histórico de atendimentos psiquiátricos e faz uso contínuo de medicamentos controlados. Por conta disso, o processo principal contra a acusada ficará suspenso até que a conclusão da perícia seja entregue.
O crime ocorreu na tarde de 29 de junho, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. As vítimas, Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos, foram encontradas mortas dentro do apartamento onde moravam.
Segundo as investigações, a diarista Paola Stefany havia sido indicada por um primo de Maria Clotilde para realizar uma faxina no imóvel. A polícia apurou que, após o assassinato do casal, a acusada teria tomado banho e trocado de roupa no local.
A investigação detalhou ainda que a mulher recolheu dinheiro, joias, relógios, celulares e cartões bancários antes de sair do prédio. Ela teria deixado a residência carregando bolsas e sacolas com os objetos de valor.
Paola Stefany foi localizada e presa pela Polícia Civil na madrugada de 2 de julho, em um hotel na cidade de Itabira, na região central de Minas Gerais.
