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Minas Gerais

Justiça determina fechamento da Cachoeira do Tabuleiro em Minas Gerais após reabertura

Decisão atende pedido do Ministério Público devido à falta de medidas de segurança e riscos geológicos no paredão da cachoeira.

Por Redação Diário Local

A Justiça determinou o fechamento imediato do poço principal da Cachoeira do Tabuleiro e das áreas adjacentes, em Conceição do Mato Dentro (MG). A interdição atende a um pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e ocorre menos de uma semana após a reabertura do local, que havia sido liberada no último domingo (19).

A decisão judicial aponta que diversas medidas de segurança previstas em um acordo assinado em dezembro de 2025 não foram implementadas. Entre as pendências estão a instalação de estação meteorológica para monitoramento de trombas d'água e de um sistema permanente de monitoramento sísmico.

A Promotoria de Justiça também destacou a necessidade de acompanhamento contínuo dos pontos críticos do paredão rochoso e de adequações no plano de manejo do parque. Segundo a Promotoria, a certificação de segurança apresentada abrangia apenas a área onde houve a remoção de blocos, sem cobrir toda a extensão da queda d'água.

De acordo com a análise técnica da Promotoria, o paredão da cachoeira possui setores classificados como de risco médio e alto. Na decisão, a Justiça ressaltou que ainda persistem riscos geológicos e hidrológicos capazes de comprometer a integridade física dos visitantes.

Como parte da medida, foi determinado o isolamento físico da área em um raio de 500 metros da queda d'água. O local deverá receber a instalação de barreiras e avisos de proibição de passagem, ficando o acesso restrito apenas a equipes técnicas autorizadas para monitoramento e manutenção.

O descumprimento da ordem judicial poderá gerar uma multa diária de R$ 1 mil, com limite inicial de R$ 10 mil. O município de Conceição do Mato Dentro também deverá comprovar que está cumprindo as obrigações firmadas no acordo com o MPMG.

A Cachoeira do Tabuleiro é considerada a maior de Minas Gerais e a terceira maior do Brasil em queda livre. O local havia ficado com o poço principal interditado por quase cinco anos, após o desprendimento de um bloco rochoso em 2021.

Na ocasião do incidente, vistorias realizadas pelo Corpo de Bombeiros (CBM) e por especialistas apontaram riscos geológicos associados ao paredão. Na época, os órgãos recomendaram a adoção de medidas permanentes de monitoramento e prevenção para garantir a segurança na região.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.