Suspeito de matar mulher após golpe financeiro é preso em Piúma e confessou feminicídio
Polícia Civil investiga crime ocorrido entre sexta-feira (28) e sábado (29); vítima teria sofrido prejuízo de R$ 250 mil.
Por Redação Diário Local
A Polícia Civil de Piúma detalhou nesta quarta-feira (2) novas informações sobre o assassinato de Maria Aparecida da Silva, de 60 anos. O crime, classificado como feminicídio, ocorreu entre a noite de sexta-feira (28) e a madrugada de sábado (29), em um loteamento no bairro Portinho, no Sul do Espírito Santo.
O principal suspeito de cometer o crime foi detido pela Polícia Militar na noite de segunda-feira (31). Durante o depoimento formal, o homem confessou a autoria do feminicídio, embora não tenha fornecido detalhes sobre como o assassinato foi executado.
A investigação indica que o crime foi motivado por um golpe financeiro. Segundo a família da vítima, o homem mantinha um relacionamento com Maria Aparecida e se passava por um fazendeiro bem-sucedido, alegando possuir barras de ouro em uma suposta fazenda em Minas Gerais. Sob o pretexto de mobiliar uma futura residência e comprar gado, ele teria solicitado grandes quantias de dinheiro, resultando em um prejuízo estimado em R$ 250 mil.
Por que o crime aconteceu?
De acordo com os relatos colhidos pela polícia, Maria Aparecida começou a perceber que estava sendo lesada patrimonialmente. Ao confrontar o companheiro e exigir a devolução de seus bens e direitos, o homem decidiu tirar a vida da mulher, segundo a linha de investigação da Polícia Civil.
O delegado titular de Piúma, Rodrigo Toscano, informou que a instituição está oficiando entidades financeiras para confirmar e quantificar o valor total dos desvios. O delegado afirmou que o suspeito agia como estelionatário, apropriando-se de bens da vítima e utilizando uma falsa influência de possuir negócios no setor de gado.
Onde o corpo foi encontrado?
O corpo de Maria Aparecida foi localizado na manhã de sábado (29) em uma estrada de terra de um loteamento ermo. A vítima apresentava escoriações pelo corpo e a cabeça e o cabelo estavam carbonizados. O veículo da vítima teria sido usado para transportar o corpo até o local de desova, sendo encontrado escondido em uma estrutura descrita pela polícia como um "bunker".
Além do carro, uma motocicleta em nome de Maria Aparecida e o celular da vítima também foram encontrados na residência do suspeito. A investigação destacou que o homem chegou a oferecer o celular da mulher como presente para a filha de uma amante, com quem mantinha um relacionamento paralelo.
Qual a situação jurídica do suspeito?
O homem foi detido após resistir à abordagem policial e agredir agentes civis no bairro Monte H. Na delegacia, ele ainda teria proferido ameaças contra um dos investigadores. Por conta disso, ele foi autuado em flagrante por desobediência, resistência, ameaça e lesão corporal majorada.
Nesta quarta-feira (2), o suspeito passou por audiência de custódia. O Poder Judiciário converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva e também decretou a prisão temporária pelo crime de feminicídio.
