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Segurança

Dupla é presa por aplicar golpe de falso emprego no ES e em Goiás

Investigadas utilizavam biometria facial de candidatos para contratar financiamentos de veículos de alto valor em nome das vítimas.

Por Redação Diário Local

Duas mulheres foram presas por integrar uma associação criminosa que aplicava golpes de falso emprego no Espírito Santo e em Goiás. As investigadas, identificadas como Allanis Mel, de 19 anos, e Angela Vitoria, de 24 anos, foram detidas em Goiânia durante uma operação conjunta entre as polícias civis do Espírito Santo e de Goiás e a Polícia Militar de Goiás.

As prisões ocorreram nos dias 21 (sexta-feira) e 22 (sábado) de agosto. Segundo as investigações, o grupo utilizava anúncios de vagas de emprego patrocinadas em redes sociais para atrair as vítimas, com foco principal em motoristas e entregadores.

As investigações começaram na Grande Vitória, após registros de fraudes eletrônicas, e avançaram para o estado de Goiás.

Como funcionava o golpe?

O grupo atraía os candidatos para escritórios que serviam como fachada para a organização. Sob o pretexto de realizar um cadastro admissional ou uma verificação de segurança, as investigadas fotografavam o rosto das pessoas com aparelhos celulares para obter a biometria facial.

Com os dados e as fotos em mãos, o grupo realizava fraudes financeiras. Uma das modalidades utilizadas era a contratação de financiamentos de veículos de alto valor em nome das vítimas, sem que elas soubessem.

Em um dos casos apurados no Espírito Santo, uma vítima residente na Serra teve um veículo da marca BMW financiado fraudulentamente em seu nome, o que gerou uma dívida de R$ 247 mil.

Número de vítimas e investigação

Até o momento, a Polícia Civil identificou ao menos cinco vítimas do esquema: três no Espírito Santo e duas em Goiás. As autoridades acreditam que outras pessoas possam ter sido prejudicadas pela associação criminosa.

As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes do grupo. A polícia orienta que a população desconfie de processos seletivos que exijam o fornecimento de dados biométricos, como selfies ou fotografias do rosto, especialmente quando solicitados por celulares de terceiros ou fora de canais oficiais.

Em caso de suspeita, a orientação é registrar a ocorrência por meio da Delegacia Online ou procurar a unidade policial mais próxima.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.