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Segurança

Justiça mantém prisão de técnicos acusados de mortes em hospital de Taguatinga

Decisão judicial sobre prisão preventiva de suspeitos de matar pacientes no Hospital Anchieta foi publicada na última quinta-feira (21).

Por Redação Diário Local

A Justiça do Distrito Federal manteve a prisão preventiva dos técnicos de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva. Os investigados são acusados de matar pelo menos três pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), em janeiro deste ano.

A decisão sobre a reavaliação da prisão foi publicada na última quinta-feira (21). O magistrado João Marcos Guimarães Silva afirmou que não constam novos elementos ou mudanças nos fatos que afastem os motivos da prisão original, justificando a manutenção da medida para a "garantia da ordem pública".

O juiz argumentou ainda que medidas alternativas, como o uso de tornozeleira eletrônica ou a proibição de frequentar determinados locais, não seriam suficientes ou cabíveis para o caso. Os técnicos estão presos desde o dia 12 de janeiro e têm a prisão avaliada a cada 90 dias, conforme determina o Código de Processo Penal para casos de prisão preventiva.

O trio foi denunciado pelo Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) por homicídio doloso — quando há intenção de matar — em 12 de março. Com a anuência da Justiça, os envolvidos tornaram-se réus. Marcos Vinícius e Marcela Camilly respondem por três mortes, enquanto Amanda Rodrigues responderá por dois óbitos.

Além dos homicídios consumados, os técnicos também devem responder por tentativas de homicídio. O processo avançou com uma audiência de instrução realizada entre o fim de maio e junho deste ano, na qual foram ouvidas testemunhas de acusação e de defesa. Os investigados seguem presos enquanto a Justiça realiza novas diligências junto ao MPDFT e à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

A investigação teve início após o próprio Hospital Anchieta notar semelhanças entre os óbitos e relatar o caso às autoridades. A Polícia Civil deflagrou a Operação Anúbis em janeiro e apurou que os técnicos teriam injetado altas doses de medicamentos que provocaram paradas cardíacas nas vítimas.

Segundo a apuração policial, Marcos Vinícius era o responsável por aplicar as medicações, enquanto Amanda e Marcela davam cobertura. Entre as vítimas das paradas cardíacas estão o servidor dos Correios Marcos Moreira, de 33 anos; o servidor da Caesb João Clemente Pereira, de 63 anos; e a professora Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos.

As investigações apontam detalhes distintos sobre os óbitos. No caso da professora Miranilde, a polícia investiga se o técnico injetou desinfetante na paciente. O caso segue sob investigação da PCDF e do Ministério Público.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.