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Natureza

Harpia é flagrada predando macaco-guariba em área remota da Amazônia paraense

Registro feito por biólogo durante expedição mostra ave de rapina deixando presa no chão para retornar depois

Por Redação Diário Local

Uma harpia foi flagrada predando um macaco-guariba, também conhecido como bugio, durante uma expedição em uma área remota da Amazônia, no estado do Pará. O registro aconteceu por volta das 10h, quando a equipe de pesquisa avistou o comportamento da ave de rapina em uma estrada no interior da floresta.

O flagrante foi realizado pelo biólogo Will Pessoa, que avistou o movimento por acaso enquanto se deslocava entre pontos de pesquisa. Ao se aproximar, o profissional identificou que a harpia havia deixado a presa caída no chão e circulava entre as árvores próximas enquanto o animal era monitorado.

Para documentar o episódio, os pesquisadores instalaram uma câmera trap — equipamento com sensor de presença que aciona gravações automaticamente — próximo ao corpo do macaco. A estratégia baseou-se no comportamento comum de aves de rapina, como águias e falcões, que costumam deixar o alimento para retomar a alimentação posteriormente.

O equipamento foi configurado para gravar vídeo com som e sensibilidade de sensor aumentada, visando captar qualquer movimento no local. Segundo o relato de Will Pessoa, o objetivo era captar o exato momento em que a ave retornaria para concluir o que havia iniciado.

Ao retornarem ao ponto de pesquisa no dia seguinte, a equipe constatou que o corpo do macaco não estava mais no local. O biólogo afirmou que o animal pode ter sido levado pela própria harpia ou por algum outro animal terrestre, mas a câmera trap conseguiu registrar o momento em que a harpia retornou para buscar a presa.

Importância para a conservação

O registro de predação possui alto valor científico para a compreensão da biologia e da ecologia da harpia, que é uma espécie classificada como ameaçada. De acordo com o biólogo, entender a dieta e os horários de atividade desses animais é essencial para o desenvolvimento de trabalhos de conservação.

Dados sobre o comportamento alimentar e a dinâmica de sobrevivência ajudam a mapear a saúde das populações de aves de rapina na região amazônica. O flagrante permite um estudo mais detalhado sobre a interação entre predadores e presas no ecossistema.

Will Pessoa reforçou que registros feitos tanto por pesquisadores quanto por pessoas que cruzam com animais na natureza são fundamentais. Segundo ele, essas observações são ferramentas úteis para que se compreenda melhor a dinâmica populacional e a ecologia das espécies na região.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.