Incêndio no Parc Royal destruiu icônico centro comercial do Rio de Janeiro em 1943
O incêndio que começou em 1943 consumiu o magazine e ameaçou o comércio do Largo de São Francisco de Paula
Por Redação Diário Local
O incêndio que atingiu o Parc Royal, um dos maiores centros comerciais do Rio de Janeiro, destruiu o edifício e ameaçou o comércio do Largo de São Francisco de Paula na noite de 9 de julho de 1943. O fogo, que teve início por volta das 20h, consumiu rapidamente as mercadorias e estruturas da loja, que era um símbolo do consumo na cidade.
A intensidade das chamas foi potencializada pela presença de materiais inflamáveis, como tecidos, madeiras e papéis. O calor gerado pelo incêndio foi tão elevado que chegou a partir vitrais da Igreja de São Francisco de Paula, situada ao lado do magazine.
Além do Parc Royal, o fogo atingiu outros estabelecimentos da região, como a Casa Cruz, a Casa Mattos e a Padaria e Confeitaria do Anjo. A destruição gerou grande aglomeração de curiosos no Largo, exigindo o controle da polícia para permitir o trabalho dos bombeiros.
O que aconteceu durante o combate ao fogo?
O combate ao incêndio foi marcado por riscos de desabamento e pelo calor extremo. O comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Aristarcho Pessoa, acompanhou as operações no local. Entre os profissionais que atuaram no combate, o soldado Celestino Zacarias da Silva morreu durante o trabalho.
A morte do militar teve repercussão imediata, sendo relatado que um soldado da Polícia Militar era irmão do bombeiro falecido. Além de Celestino, outros profissionais ficaram feridos, incluindo o cabo Antônio Ferreira da Silva e os soldados Nilo Tambaiole e Felisberto Barcelos.
Na Confeitaria do Anjo, o incêndio causou o desaparecimento de Joaquim de Frias, mestre-padeiro de 65 anos, que ficou sob os escombros após o colapso de parte da estrutura.
Qual era a importância do Parc Royal?
O Parc Royal era um estabelecimento de grande relevância para a vida urbana e comercial do Rio de Janeiro. Fundada em 1873, a loja ocupava uma sede monumental ao lado da Igreja de São Francisco de Paula desde 1911 e funcionava como um centro de exibição de novidades de moda vindas da Europa.
O magazine diferenciava-se pelo uso do sistema de preços fixos, o que gerava previsibilidade para os clientes em uma época em que a barganha era comum. A loja possuía diversas seções, oferecendo desde roupas de gala e artigos para crianças até itens para o lar e alfaiataria.
A marca do Parc Royal era tão consolidada que o nome do estabelecimento aparecia em obras literárias e era registrado em fotografias de época, simbolizando a modernização do comércio no Centro da cidade brasileira.
