Polícia Civil pede internação de sargento da Marinha suspeito de matar vizinho em Betim
Investigação aponta que militar de 34 anos matou homem de 61 anos em condomínio na zona rural da cidade.
Por Redação Diário Local
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) pediu a internação provisória do sargento reformado da Marinha, Guilherme Augusto Rodrigues Martins, de 34 anos, investigado pelo homicídio de um vizinho em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). O militar foi indiciado por homicídio qualificado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, Carlos Alberto dos Santos, de 61 anos.
A investigação também apontou o indiciamento da mãe do sargento, de 53 anos, que era sua curadora judicial, pelo crime de omissão. O caso ocorreu na segunda-feira (14), em um condomínio localizado na zona rural do município.
De acordo com a PCMG, Carlos Alberto foi atingido por um disparo de revólver calibre .22. Durante as diligências, os investigadores apreenderam a arma utilizada no crime e as munições correspondentes.
Para reconstruir a dinâmica do crime, a Polícia Civil afirmou que ouviu testemunhas e reuniu imagens de câmeras de segurança do condomínio que registraram o momento do ocorrido. O sargento foi preso em flagrante pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) logo após o disparo.
Relatos de familiares da vítima indicam que o vizinho e o militar mantinham desentendimentos há cerca de dois anos. Segundo os parentes, Carlos Alberto chegou a registrar cinco boletins de ocorrência contra Guilherme antes de ser morto.
No dia do crime, o homem chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Regional de Betim, mas não resistiu aos ferimentos. Após o episódio, a Justiça converteu a prisão em flagrante do sargento em preventiva durante audiência de custódia.
Na ocasião da audiência, a defesa do investigado solicitou que ele respondesse ao processo em liberdade para dar continuidade a um tratamento de saúde mental. No entanto, o pedido foi negado pela Justiça.
O Judiciário também autorizou a transferência do militar para uma unidade prisional da Marinha, no Rio de Janeiro. Com a conclusão das investigações, o inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário.
