Juiz cancela visita de jurados ao local de atropelamento de estudante em Vitória
Magistrado suspendeu deslocamento ao local do crime em Camburi após defesa alegar risco de influência emocional ao júri
Por Redação Diário Local
O juiz Carlos Henrique Rios do Amaral Filho, da 1ª Vara Criminal de Vitória, cancelou a ida de jurados, advogados e promotores ao local do acidente que vitimou a estudante Luísa da Silva Lopes. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (5), durante o julgamento do caso.
O magistrado havia determinado inicialmente que o grupo se deslocasse até a Avenida Dante Michelini, em Vitória, no período da noite. O objetivo era realizar uma diligência como parte do processo de julgamento sobre o atropelamento ocorrido em abril de 2022.
A medida foi suspensa após pedido da defesa da ré, a corretora Adriana Felisberto Pereira. Os advogados alegaram que a visita ao local poderia causar influência emocional no júri, devido à existência de uma bicicleta pendurada na via em homenagem à vítima.
A defesa também argumentou que a iluminação da avenida não possui as mesmas condições de quatro anos atrás, época em que o acidente aconteceu. Com o questionamento, o juiz decidiu pelo cancelamento da ida ao local do ocorrido pela comitiva do tribunal.
O júri popular teve início nesta quarta-feira (5), mas os trabalhos foram encerrados durante a noite. A sessão deve ser retomada nesta quinta-feira (6) para a continuidade do julgamento.
Adriana Felisberto Pereira é acusada de homicídio qualificado — por perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima —, dolo eventual e embriaguez ao volante. Segundo o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), a condutora estava acima do limite de velocidade e sob efeito de álcool e medicamentos de uso controlado.
Na denúncia, o MPES afirma que a ré assumiu o risco de causar a morte e teria feito comentários degradantes sobre a estudante logo após o atropelamento. Em nota, o órgão reafirmou o compromisso em atuar pela responsabilização e condenação da acusada.
A estudante Luísa da Silva Lopes, que cursava Oceanografia e era passista da Unidos de Jucutuquara, foi atingida por um veículo enquanto atravessava a avenida de bicicleta no dia 15 de abril de 2022. A defesa da ré nega a embriaguez e afirma que o semáforo estava aberto para a condutora, sustentando que a vítima atravessou a via de forma indevida.
