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Segurança

Justiça autoriza estado do Rio a assumir clube na capital e pousada em Búzios para combate à lavagem de dinheiro

Decisão atende pedido do Ministério Público e visa dar uso social a imóveis usados para lavar R$ 11 milhões do Comando Vermelho.

Por Redação Diário Local

A Justiça do Rio de Janeiro autorizou o estado a assumir a posse e a gestão provisória do Várzea Country Clube, na capital, e da Pousada Menino do Rio, em Búzios. A decisão atende a um pedido do Ministério Público do Rio (MPRJ) e faz parte da Operação Quimera, que investiga o uso desses estabelecimentos para a lavagem de dinheiro do Comando Vermelho (CV).

Segundo as investigações conduzidas pelo MPRJ e pela Polícia Civil, o esquema criminoso movimentou aproximadamente R$ 11 milhões. O grupo criminoso utilizava empreendimentos legais para ocultar recursos e ampliar o poder territorial e financeiro da facção.

O juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira determinou que o estado dê uma destinação social aos imóveis. O objetivo é evitar que os locais fiquem abandonados ou sofram deterioração enquanto os processos relacionados ao caso seguem em andamento na Justiça.

No caso do Várzea Country Clube, localizado no bairro de Água Santa, na Zona Norte da capital, a reintegração de posse será acompanhada por policiais. A intenção é permitir que o espaço volte a ser utilizado pela comunidade local.

Já a mudança de gestão na Pousada Menino do Rio, situada em Búzios, na Região dos Lagos, ocorrerá de forma gradual. A decisão judicial estabelece que o estado deve elaborar um plano para preservar os direitos dos funcionários que trabalham com registro formal no estabelecimento.

Em relação aos hóspedes que possuem reservas ativas na pousada, o estado deverá definir como será o atendimento. As opções previstas incluem a reacomodação dos clientes em outros locais ou a devolução integral dos valores pagos.

O procurador-geral do estado terá um prazo de 30 dias para indicar quais órgãos serão os responsáveis pela administração de ambos os imóveis. A decisão judicial estabelece que a prioridade seja o uso das estruturas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.

A Operação Quimera, deflagrada no início deste mês, tem como foco investigar a exploração de clubes recreativos e outros empreendimentos usados como fachada para atividades ilícitas ligadas à facção criminosa.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.