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Segurança

Professor é preso em Samambaia acusado de estupro e uso de câmeras ocultas em estúdio

Investigação da Polícia Civil aponta que Ozéas Leite Camelo usava câmeras escondidas para registrar mulheres e alunas em nudez.

Por Redação Diário Local

Um professor de música foi preso nesta segunda-feira (24) em Samambaia, no Distrito Federal, sob acusação de estupro, importunação sexual e de utilizar câmeras ocultas para registrar mulheres e alunas em situações de nudez. A prisão preventiva de Ozéas Leite Camelo, de 49 anos, foi cumprida por agentes da 32ª Delegacia de Polícia (Samambaia) no interior de um estúdio de música da região.

Segundo as investigações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o investigado utilizava sua posição de professor para atrair as vítimas. Ele se aproveitava da confiança dos pais para isolar as alunas nas salas de ensaio, sob o pretexto de oferecer auxílio técnico em exercícios de respiração e postura corporal.

A polícia apurou que o suspeito utilizava métodos de coação para amedrontar as vítimas e impedir denúncias. O caso mais grave registrado pela 32ª DP envolve uma adolescente de 16 anos, que teria sido estuprada dez vezes ao longo de várias semanas dentro do estabelecimento.

Além dos abusos físicos, a perícia técnica realizada pelo Instituto de Criminalística (IC) e pelo Instituto de Identificação (II) confirmou que o investigado mantinha equipamentos de gravação estrategicamente escondidos no estúdio. Esses dispositivos eram usados para filmar mulheres e alunas em nudez total ou parcial, sem consentimento.

A análise pericial feita nos aparelhos eletrônicos e no celular do investigado confirmou a existência de um acervo de gravações clandestinas. Por meio dessas imagens, os investigadores conseguiram identificar outras vítimas que frequentaram o local, incluindo casos em que a privacidade era violada mesmo em situações que inicialmente pareciam consensuais.

Indiciamento e crimes apurados

Com base em provas periciais e depoimentos, a 32ª DP indiciou Ozéas Camelo pelos crimes de estupro praticado dez vezes contra uma adolescente, com emprego de grave ameaça, além de importunação sexual contra duas alunas e registro não autorizado de intimidade sexual mediante o uso de câmeras ocultas.

A investigação, que teve início em 2024, contou com o apoio de laudos psicológicos e perícias cibernéticas para fundamentar o pedido de prisão preventiva acolhido pela Justiça. O caso foi instruído com depoimentos cruzados que ajudaram a detalhar o padrão de comportamento do investigado.

A Polícia Civil informou que não descarta a existência de outras vítimas, considerando o longo período em que o homem atuou no ensino musical em Samambaia. O investigado permanece detido e à disposição da Justiça do Distrito Federal.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.