Justiça mantém medidas cautelares contra mãe e namorada de ex-piloto por perseguição
Decisão entende que postagens de Moara Mota e Lauanny Ferreira tinham potencial para intimidar e constranger testemunha.
Por Redação Diário Local
A Justiça do Distrito Federal manteve as medidas cautelares impostas contra Moara Guimarães Mota e Lauanny Ferreira, por entender que publicações nas redes sociais tinham potencial para intimidar e constranger uma testemunha. A decisão, proferida em quinta-feira (10) pelo juiz Gilmar Rodrigues da Silva, da 2ª Vara Criminal de Águas Claras, negou o pedido de revogação das medidas sob a suspeita de perseguição contra a vítima.
A jovem envolvida no caso teria sido alvo de ataques após realizar denúncias contra o ex-piloto Pedro Arthur Turra Basso. Segundo os autos, as investigadas teriam utilizado expressões como "Judas" e ironizado a situação da testemunha, comparando-a a uma "novela mexicana", com o objetivo de descredibilizá-la perante a opinião pública.
A vítima relatou que passou a sofrer uma série de exposições e intimidações para que retirasse queixas criminais. Entre as condutas relatadas, estão mensagens exigindo a retirada de denúncias e ameaças de divulgação de vídeos íntimos, incluindo um registro da jovem tomando banho, gravado sem consentimento quando ela tinha 12 anos.
No entendimento do magistrado, as postagens buscavam atingir a privacidade e a liberdade da testemunha, que figura no processo sobre a morte do adolescente Rodrigo Castanheira. O juiz concluiu que o direito de resposta não justifica a exposição da jovem e manteve as restrições para reduzir a animosidade entre as partes.
As investigadas foram advertidas de que o descumprimento das medidas cautelares poderá resultar na decretação da prisão preventiva. A decisão ocorre em um contexto de alta tensão envolvendo o núcleo familiar de Pedro Turra e os relatos de constrangimento sofridos pela ex-amiga do investigado.
Nova denúncia contra Pedro Turra
Em paralelo, a Justiça aceitou na última quinta-feira (16) uma nova denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) contra Pedro Turra. Ele é acusado de praticar constrangimento ilegal e de fornecer bebida alcoólica a uma adolescente durante uma confraternização em junho do ano passado.
O juiz André Silva Ribeiro, da 1ª Vara Criminal e do Tribunal do Júri de Águas Claras, determinou o prosseguimento da ação penal. A decisão também autorizou a produção de provas orais e a intimação de testemunhas para a fase de instrução e julgamento do processo.
Pedro Turra está preso preventivamente desde 30 de janeiro deste ano. Ele responde pela acusação de agredir e matar o jovem Rodrigo Castanheira, de 16 anos, em um caso de ampla repercussão nacional.
