Justiça nega pedido de liberdade para empresário envolvido em acidente com Porsche em São Paulo
Fernando Sastre de Andrade Filho segue preso preventivamente por acidente que resultou na morte de motorista de aplicativo.
Por Redação Diário Local
A Justiça de São Paulo negou, nesta quarta-feira (2), mais um pedido de liberdade de Fernando Sastre de Andrade Filho. O empresário, conhecido como "Playboy do Porsche", segue preso preventivamente por responder à morte de um motorista de aplicativo em um acidente ocorrido em março de 2024. Ele aguarda o julgamento pelo Tribunal do Júri.
Na decisão, o Judiciário afirmou que não houve alteração nas circunstâncias que motivaram a prisão preventiva original. Por esse motivo, a detenção foi mantida. A Justiça também determinou que a situação da prisão seja reavaliada em até 85 dias, caso o julgamento ainda não tenha ocorrido, conforme exige o Código de Processo Penal para revisões periódicas.
O acidente aconteceu na madrugada de domingo (31) de março de 2024, na Avenida Salim Farah Maluf, na zona leste de São Paulo. Na ocasião, Fernando Sastre dirigia um Porsche 911 quando, segundo testemunhas, tentou realizar uma ultrapassagem em alta velocidade e colidiu na traseira de um Renault Sandero.
O condutor do Sandero, Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, foi socorrido ao Hospital Municipal do Tatuapé. Ele sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu em decorrência de traumatismos múltiplos. Outra vítima do impacto foi o estudante Marcus Vinicius Machado Rocha, que estava como passageiro no Porsche e sofreu fraturas nas costelas, chegando a perder o baço.
Laudos do Instituto de Criminalística indicaram que o Porsche trafegava a uma velocidade média de 156 km/h. No entanto, ao se apresentar à polícia mais de 36 horas após a colisão, o empresário declarou que dirigia apenas "um pouco acima da velocidade máxima permitida", que é de 50 km/h no trecho.
A investigação também apurou que Fernando Sastre deixou o local do acidente logo após a batida. Relatos de um passageiro que estava no carro de luxo apontaram que o empresário teria ingerido bebidas alcoólicas antes do ocorrido, em um restaurante e, posteriormente, em uma casa de pôquer.
A conduta de policiais militares que atenderam a ocorrência também foi objeto de investigação. Imagens de câmeras corporais mostraram que o empresário foi liberado do local junto com a mãe, sob a justificativa de que buscaria atendimento médico, sem que fosse realizado o teste do bafômetro.
Fernando Sastre de Andrade Filho é réu pelos crimes de homicídio qualificado e lesão corporal gravíssima. A defesa do empresário não foi localizada para comentar a decisão judicial.
