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Justiça

Justiça nega pedido do Ministério Público para que Ivo Kos volte à prisão

Relator entendeu pela ausência de requisitos para suspender a soltura do empresário, mantendo as medidas protetivas em vigor.

Por Redação Diário Local

A Justiça de São Paulo rejeitou o pedido do Ministério Público de São Paulo (MPSP) para que o empresário Ivo Kos retorne à prisão. O relator do caso, desembargador Heitor Donizete de Oliveira, decidiu na última sexta-feira (23) que não há requisitos que justifiquem suspender a decisão de liberdade provisória do investigado.

A decisão mantém integralmente as medidas cautelares e protetivas de urgência em vigor para a ex-esposa de Kos, a cirurgiã-dentista Giullia Falcão. O MPSP havia recorrido da soltura do empresário, ocorrida na última semana, alegando que a liberdade poderia oferecer perigo de dano concreto e novas agressões contra a vítima.

As agressões que motivaram o caso ocorreram em 14 de agosto (14), na zona oeste de São Paulo. Segundo o relato da vítima, ela foi agredida após um jantar e, no retorno para casa, houve uma discussão que resultou em socos dentro do carro e novos ataques na residência do casal.

De acordo com a denúncia, Kos teria utilizado um taco de beisebol para golpear a mão de Giullia dentro do imóvel e a teria ameaçado com um taser. Os promotores de Justiça Fabíola Sucasas, Mariana Pieragnoli e Pedro Alonso ampliaram a denúncia para acusar o empresário também do crime de tortura.

Ivo Kos esteve preso preventivamente na Penitenciária de Potim, no interior de São Paulo, entre 14 de agosto e nesta quinta-feira (22). O alvará de soltura foi expedido após Giullia declarar que não se sentia mais amedrontada ou ameaçada pelo ex-marido, desde que as ordens de proteção fossem mantidas.

O processo de divórcio do ex-casal foi finalizado no último dia 15. Após deixar o presídio, o empresário publicou uma foto com o filho e afirmou nas redes sociais que sua vida havia sido "sequestrada injustamente".

Defesa de Ivo Kos

Em nota, a defesa de Ivo Kos afirmou que o recurso do Ministério Público é "desprovido de razão". A banca de advogados argumentou que a Promotoria busca uma "punição antecipada, sem processo, sem contraditório e sem direito de defesa".

Os advogados reforçaram que a soltura foi fundamentada na declaração da própria vítima, que afirmou não ter mais receio. A defesa ressaltou ainda que o acordo de divórcio foi firmado e que as medidas protetivas impostas pela Justiça estão sendo rigorosamente cumpridas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.