Justiça revoga prisão de delegada de São Paulo suspeita de envolvimento com o PCC
Layla Lima Ayub havia sido presa em janeiro junto com o namorado, apontado como liderança da facção criminosa no Norte do Brasil
Por Redação Diário Local
A Justiça revogou a prisão preventiva da delegada Layla Lima Ayub, da Polícia Civil de São Paulo, investigada por suposto envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão foi confirmada pela defesa da profissional.
Layla Lima Ayub havia sido presa em 16 de janeiro (16), durante a Operação Serpens, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pelo Pará, em conjunto com a Corregedoria-Geral da Polícia Civil. O casal foi detido em uma pensão.
A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) afirmou que a soltura da delegada ocorreu na última sexta-feira (18). O processo que investiga o caso corre sob sigilo de justiça.
Acusações e investigações
Segundo o MPSP, a delegada mantinha vínculos pessoais e profissionais com integrantes da facção criminosa. A investigação apontou que ela teria exercido, de forma irregular, o papel de advogada em audiências de custódia para presos ligados a organizações criminosas, mesmo após ter tomado posse no cargo de delegada.
Layla Lima Ayub tomou posse na Polícia Civil de São Paulo em 19 de dezembro de 2025. No dia 28 de dezembro, ela teria atuado como advogada de quatro detentos do Comando Vermelho (CV) em uma audiência de custódia no Pará. Os acusados respondiam pelos crimes de tráfico e associação criminosa.
Em nota, o advogado Renato Guimarães Carvalho afirmou que a defesa recebeu a notícia da revogação da prisão preventiva com tranquilidade e que agora o objetivo é demonstrar a inocência da delegada na ação penal.
O histórico de Jardel Neto
A delegada foi presa junto com Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como Dedel, apontado como uma das lideranças do PCC na região norte do Brasil, especialmente no Pará. As autoridades indicaram que ele estava descumprindo condições de sua liberdade condicional quando foi detido.
Jardel Neto já possuía histórico de prisões anteriores. Segundo o MPSP, ele seria responsável pela expansão do PCC no Norte do país, região que era dominada pela facção rival Comando Vermelho (CV). Em 2023, ele também havia sido preso após fugir do regime semiaberto.
